terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip / Take 17

Dia 16 – 28 de Agosto

Harmonia ao quadrado


Levantamo-nos meio estremunhados da noite pouco dormida mas ainda assim com um sorriso nos lábios e os olhos a cintilar de gratidão.

A minha escolha para o dia de hoje é a mesma que a de ontem – abraçar a pura bem-aventurança da harmonia e do equilíbrio, em completa rendição à minha Essência.

A nossa primeira paragem do dia é em Toulouse e não são ainda 8h da manhã, pelo que a cidade está a despertar.

Damos uma grande volta pela cidade, que apreciamos na usa majestade.



Ao cabo de duas horas chegamos ao carro. São exatamente 10h04, a hora que constava do tiquet de estacionamento pelo qual pagámos 1,50€.

As cidades são bonitas, não há dúvidas quanto a isso, mas é mesmo a natureza o que nos apaixona e preenche.

Mais um dia com as vistas preenchidas de verde e harmonia entre a mão humana e a força da Mãe Terra.




Não se vêem por aqui vestígios de fogos. Aliás, há árvores por todo o lado, bem poderosas e saudáveis.

Se ao menos em Portugal a consciência de massas chegasse ao entendimento de que não é o dinheiro fácil que leva à felicidade, que não é a destruir este bem tão precioso que são as árvores, criadoras de oxigénio e purificadoras do ar, que vamos conseguir criar um país estável, com uma economia robusta e um povo sorridente! Que não é a plantar eucaliptos sem fim que vamos repovoar as florestas e enriquecer, de todo, e que todos os nossos actos têm consequências que experimentamos na pele, 100% das vezes.

Sabemos que não há propósito em lutar contra as circunstâncias, mas que podemos escolher criar uma forma diferente de viver, uma consciência diferente da vida e do mundo que nos rodeia e com isso estamos a abrir novos caminhos e possibilidades.

Por mais incrível que pareça, não é na luta que reside a mudança, mas sim na aceitação, pois é ao cairmos nela que saímos da agitação das circunstâncias externas e podemos discernir com clareza que caminho seguir. É essa clareza que nos dá a força para quebrar as barreiras do que é geralmente aceite e instituído e nos permite caminhar através da “selva” sem nos chamuscarmos no fogo da inconsciência, levando a bom porto o nosso barco de mudança de paradigmas, crenças e costumes. A luta mantém o sistema, alimenta-o. O desapego e por sua vez a aceitação, permite-nos deixar de alimentar esse sistema e criar outro que nos sirva melhor, contribuindo assim para um todo mais harmonioso.

Bem, de volta à Eco-Trip.

Hoje também gostaríamos de mergulhar num lago, por aí e encontramos um, mas está tão seco que a água que resta não dá para banhos. Ainda assim, ficamos ali naquele silêncio algum tempo, apenas a respirar, a sentir a Terra, o sol, a brisa, a vida.

Seguimos. Está na hora de almoçar e numa aldeia, viramos à direita para ver onde vamos dar. Damos de caras com um bosque de gigantes carvalhos. O sítio ideal para um piquenique e por ali nos quedamos, debaixo das árvores a comer ainda alguns restos de Itália e outros já de França na nossa salada maravilha.

Pela tardinha passamos por Pau – uma cidade digna de postal e por outras belas vilas e aldeias nos Pirinéus. Paramos em Oleron Sainte Marie e comemos uns bolos caseirinhos de fazer crescer água na boca só de olhar.




Mais para o final da tarde chegamos a Saint-Jean-Pied-de-Port, um vilarejo de peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. É tão bonito!



Consideramos ficar numa estalagem ou hospedaria mas depois decidimos arriscar um daqueles campings que se vêem tanto por aqui, à beira da estrada, em campos verdes e com bom ar.
Acabamos por sair da estrada principal porque o parque que vimos primeiro está muito junto à estrada e ouve-se demasiado o barulho dos carros.

Seguimos as indicações para outro camping e chegamos a um sítio bem sossegado, com uma grande casa lá ao fundo.

Pertence a um velhote que pelos vistos aluga parcelas do seu jardim para autocaravanas e tendas. Tem umas boas casas de banho com água quente e é super, mas mesmo super barato! Só 14,50€ com tenda e carro.




É aqui que vamos ficar!

Depois de montarmos a tenda, vamos à vila, ao Intermarché, para lavarmos os nossos lençóis, toalhas e mais algumas peças que estão a precisar de umas cambalhotas na máquina. Deixamos tudo a lavar e vamos dar uma volta à vila para depois vir pôr tudo a secar e usar ainda hoje os lençóis fresquinhos na nossa "Cama Real" super confortável.

Está a chuviscar e é uma alegria sentir também este tempo diferente na nossa viagem que tem sido bem tórrida até agora.

Quando voltamos para a tenda está a escurecer e hoje temos a certeza que vamos dormir como uns anjinhos, neste silêncio tão aconchegante aqui no campo.

Hoje é dia da sessão de Respiração Consciente e vou ter que me sentar na rua, com o chapéu de chuva, à beira de uma árvore onde estão as tomadas, porque o router está sem bateria.

Corre muito bem 😊 e sabe-me pela vida poder ficar aqui assim ao ar livre, à chuva, a respirar com Portugal, tirando o máximo partido das circunstâncias, grata por tudo.



sábado, 13 de janeiro de 2018

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip / Take 16

Dia 15 – 27 de Agosto

Harmonia
 

Hoje é mais um daqueles dias em que tenho uma “banheira” natural mesmo à porta de “casa”, e ainda que não haja esquentador, a água fresquinha espevita-me os poros e faz com que o sangue brinque ás estafetas por todo o meu corpo. Hum! Que revigorante!

Não há nada como um bom banho de água cristalina e gelada para me encher de Paixão pela vida!

E assim escolho para o dia de hoje abraçar a bem-aventurança de viver em harmonia e equilíbrio, completamente entregue à minha Essência.

Depois de reconvertermos a super-viatura em veículo de ligeiros pomo-nos a caminho.

Passamos por Pontaix e muitas outras aldeias rupestres, com casas típicas dos Alpes e verdes campos a perder de vista, quebrados apenas pelos cumes gigantes que ora se erguem ora se despenham em vales abundantes.

A dado momento avistamos uma praia fluvial lindíssima e cortamos por uma estradinha que não parece levar a lado nenhum, pelo que voltamos para trás e desistimos da ideia de mergulhar nessas águas límpidas que vimos ao longe.

Mais à frente, numa aldeia pitoresca, decidimos ir à procura de poiso para tomarmos o pequeno almoço e vamos dar a um campo de futebol e parque de autocaravanas, onde há uns bancos de madeira para descansar.

Há também ali um miradouro. Decidimos ir ver a vista. Sabes o que é que encontramos??? O tal lugar lindo mesmo lá em baixo – chama-se Pont du Diable e fica em Thueyts. Daqui dá para ver como se vai para lá e concluímos que íamos no caminho certo, naquela estradinha de há bocado.




Comemos e voltamos para trás porque aquela praia fluvial é mesmo muuuuito linda!

Tomamos um belo banho – o meu segundo do dia, com água igualmente fresquinha.


Começam a chegar famílias e mais famílias, com chapéus de sol e farnel para todo o dia. Realmente é um bom lugar para passar o dia de domingo. Mas nós não vamos ficar. Hoje temos ainda um bom par de quilómetros pela frente.

Estamos felizes até ao tutano, até ao cerne das nossas células, até à mais ínfima molécula! Que liberdade boa, esta!

Aí vamos nós como borboletas ligeiras, esvoaçando pelos prados.

Por volta das 14h decidimos parar para o almoço, uma vez que nem na ida nem na volta ainda almoçámos um repasto típico de França.

A vila chama-se Les Pradelles e escolhemos um restaurante no centro histórico cuja ementa nos parece bem.

Bebemos um vinho com especiarias típico daqui para aperitivo e cerveja com frutos vermelhos para provar algo diferente. Pedimos os dois pratos diferentes do dia e quando chegam ficamos um pouco perplexos a olhar para aquilo. 

O meu tem umas fatias de presunto com alguma salada e umas batatas no forno ás camadas e o do Pedro é uma salsicha cujo recheio não lhe agrada muito pois sabe bastante a porco, também com umas batatas mas mais para o cozido. 

Com o meu, vem um copinho com uma coisa branca, um creme que sabe a iogurte e que deduzo ser como uma maionese ou assim. Bem, começamos a comer e vou molhando o presunto e ás vezes também as batatas no copinho. As pessoas à nossa volta olham para nós de forma estranha, mas deve ser por não sermos daqui.

Mais para o final da refeição começamos a aperceber-nos de que na verdade o dito copinho com o creme branco era a sobremesa!!!!!! Por isso é que o empregado tinha trazido um frasco com açúcar!!!! Quando nos damos conta do nosso disparate, principalmente o meu, começamos a rir a bandeiras despregadas. Era por isso que nos fitavam como aliens. Heheheheheheehe… mas valeu a pena a tolice para agora nos podermos rir de nós próprios. É sempre uma maravilha podermos fazê-lo!

Quando se viaja por outras paragens com diferentes costumes estes episódios ocorrem sempre, com maior ou menor frequência e são momentos únicos que apimentam qualquer viagem.

Vamos!

Paramos em Mende, uma linda cidade histórica e passamos por Les Salelles e Laissac. Fazemos muito quilómetros e estamos com vontade de mais um banho para refrescar.




Seguimos umas tabuletas que nos parecem ir dar a um lago mas… damos com um rio onde não se pode ir ao banho e onde só se pesca. Ainda assim aproveitamos para comer umas amoras doces e suculentas.

Retomamos o caminho sempre com a intenção de encontrar uma aguinha para nos banharmos, o que a esta altura parece bastante impossível porque no mapa não há rios, lagos ou ribeiros.

Estamos, no entanto, determinados.

A dado momento vemos umas placas a indicar uma coisa chamada Cap Découverte e a imagem mostra uma pessoa a fazer windsurf. Será possível?

Saimos da estrada principal e vamos à descoberta do Cap Découverte. Está bem indicado, deve ser um lugar importante.

Quando chegamos vemos que é um parque com diversões várias, onde se praticam desportos radicais e imagina o que encontramos: lá no fundo há uma praia artificial!!!! Com montes de gente a fazer ski aquático e há um teleférico para chegar lá abaixo. 

Como já é final da tarde, são cerca das 18h30 e isto fecha ás 19h30 perguntamos ao rapaz que está junto do teleférico se ainda dá para ir ao banho e ele acena afirmativamente. Perguntamos se se paga para descer e ele diz que não. Nem dá para acreditar! Vamos não só ao banho, como de teleférico e sem pagar um tostão!



Foi sem dúvida a descoberta do dia este Cap Découverte.

A praia tem areia como uma praia verdadeira, há balneários, chuveiros, tudo.


Divertimo-nos por ali um tempo e chega a hora de termos que voltar a subir no teleférico. Felizes! Muito felizes 😊

Como ainda é de dia vamos até Albi, que é mesmo ali ao lado e encontramos uma cidade que respira harmonia. Tem a maior catedral de tijolo do mundo e toda a construção da cidade foi criada de acordo com isso, sem destoar. Adoro os vasos floridos nos parapeitos da janelas, as ruas limpas, o sossego. Enfim, estou nas sete quintas.


Como já é final de tarde comemos um farnel que tínhamos no carro, junto ao estacionamento. Vou ao parquímetro e sai-me um tiquet que dá até ao dia seguinte de manhã! Entretanto apercebemo-nos que a esta hora já não se paga por isso o tiquet só começou a contar a partir da primeira hora paga de amanhã. Bem, não faz mal, este euro é o nosso contributo para o Município, tão bem cuidado que encontramos.

Passeamos bastante, tranquilos, num estado de verdadeiro contentamento.





Já noite decidimos ir à procura de lugar para dormir – na carvan.

Depois de algumas tentativas paramos numa área de repouso e o giro é que o Pedro queria um sítio com uma tomada para carregar um pouco o telefone e a casa de banho aqui tem essa tomada!

Parece-nos em princípio que vamos dormir bem aqui.

Mas enganamo-nos. Toda a noite é um corrupio de camiões a chegar e a partir e carros e gente a fazer barulho na rua.

Nem eu nem o Pedro conseguimos pregar olho, mas pelo menos descansamos.


Dormir ou não pouco importa, depois de um dia tão bonito como o de hoje. Aceitamos cada momento.  

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

InPassion Manifesto Mudançologia / Changeology

(EN version below)


Manifesto InPassion


Mudançologia 


Conceito:
Exploração Consciente da “Ciência” da Mudança.

Postulado:
A Mudança é a única Constante na Vida.


Exploração Consciente:

A Vida é uma Aventura com muitos propósitos e caminhos, muitas metas, sonhos e desejos. O objetivo é:


* Aprender a desfrutar do caminho, pois a realização ocorre a cada passo e não apenas a cada Meta, Sonho ou Desejo conquistado.

* Aprender a fluir com a Vida, com Flexibilidade, Aceitação e Adaptabilidade.

* Largar a Luta contra as circunstâncias, rigidamente teimando em impedir o fluxo natural da existência.

* A clareza consiste em libertar dogmas, hábitos fixos, padrões e crenças limitantes, para podermos criar, cada um por si, novos padrões e perspetivas livre do medo intrínseco ao mecanismo de Sobrevivência.

* Implementar na prática uma realidade isenta de Drama, Vitimização e Abuso, onde é a Voz do Coração que guia a Mente e não o inverso.

* Largar os 7 Pecados Mortais do Amor: Possessividade, Necessidade, Apego, Dependência, Culpa, Ciúme e Amor Condicional para nos entregarmos à Vulnerabilidade que quebra os muros defensivos, abrindo as portas a um Amor Maior, livre de dor.

* Largar as ilusões da Solidão e da Busca para enfim voltar para Casa, no conforto do nosso Espaço Seguro, sempre na companhia da nossa Essência, onde existe Tudo o que jamais buscámos.

* Largar as preocupações de Escassez, que se nutrem da nossa ausência no Presente, ensombrando o Futuro que ainda não existe.

* Diluir as expetativas que são a causa do desapontamento e da frustração, percebendo que não existe outro propósito que não o de Evoluir – não há, pois, forma de falhar, basta apenas fluir.

* Assumir 100% de Responsabilidade pelas nossas criações, utilizando o potencial infinito da Escolha Consciente, libertando a dúvida do desconhecido e a nossa necessidade de termos tudo sob controlo.

* Praticar a Entrega total à nossa Essência, em plena Confiança.

* Reconhecer que a Culpa não é de ninguém, nem mesmo nossa, e que por isso podemos largá-la, deixar ir o Ressentimento, aceitando que o Poder Criativo da Mudança nos pertence.

* Desapegarmo-nos do Passado com Gratidão e Simplicidade e abraçarmos o Agora sem resistência.

* Assumirmos a nossa Mestria e criarmos a Vida que realmente queremos.

* Celebrá-la a cada instante, em cada Respiração, plenos e transbordantes de um Amor que nunca acaba, de uma Alegria intensa que brota do nosso Centro, em Unidade Interna, espalhando Harmonia no nosso Mundo.

* Partilhar generosa e abundantemente Tudo o que Somos, porque a Plenitude transborda e não pode ser contida.

Ser InPassion é tudo isto e é por isso que criamos e vivemos realidades onde tudo é Possível e onde o Sucesso reside na Paz de nos permitirmos Ser tudo o que Somos.

InPassion é para quem quer uma Vida Abundante, Inspirada, Apaixonada, Plena.




É isto que queres para ti?





Bem vind@ ao clube dos Mundaçólogos J


****

Changeology


Concept:
Conscious Exploration of the “Science” of Change.

Postulate:
Change is the only Constant in Life.


Conscious Exploration:

Life is an Adventure with many purposes and paths, many goals, dreams and desires. The aim is to:

* Learn to enjoy the way, for true realization occurs within each step and not only when we conquer each Goal, Dream or Desire.

* Learning to flow with Life, with Flexibility, Acceptance and Adaptability.

* Letting go of the Fight against circumstances, rigidly preventing the natural flow of existence.

* Clarity consists on releasing dogmas, fixed habits, limiting beliefs and patterns, so that we can create, each one for oneself, new patterns and perspectives that are free from the Survival Mechanism’s intrisic Fear.

* Practically implementing a reality where there is no Drama, Victimhood or Abuse and where the Heart’s voice is the one that guides the Mind and not the opposite.

* Letting go of the 7 Love Killers: Possessiveness, Need, Attachment, Dependency, Guilt, Jealousy and Conditional Love in order to surrender to Vulnerability, shattering our defensive walls, opening our doors to a Greater Love, free from pain.

* Letting go of the Illusions of Loneliness and Constant Seeking in order to finally come back Home, to the comfort of our Safe Space, always in the company of our Essence, where there is All we have ever sought for.

* Letting go of worries derived from Lack, that feed off of our absence from the Present, shadowing a yet inexistent Future.

* Diluting expectations which are the cause of disappointment and frustration, understanding that there is no other purpose but to Evolve – there is, therefore, no way to fail when allowing ourselves to flow.

* Assuming 100% Responsibility for our creations, using the infinite potential of Conscious Choice, releasing our doubts towards the unknown and our need to have everything under control. 

* Praticing total Surrender to our Essence, in complete Trust.

* Recognising that Guilt belongs to no one, not even ourselves and thus we can release it, letting go also of Resentment, accepting that the Creative Power of Change belongs to us.

* We detach from the Past with Gratitude and Simplicity, in order to embrace the Now with no resistance.

* We assume our Mastery and create the life we really want.

* We celebrate it each instant, in each Breath, fulfilled and overflowing with a Love that never ends, an intense Joy that sprouts from our Centre, in Inner Unity, spreading Harmony throughout our World.

* We generously and abundantly share All that We Are, because Fulfilment overflows and cannot be contained.

* Being InPassion is all of this and this is why we create and live realities where all is Possible and where Success resides in the Peace of allowing ourselves to Be All that We Are.


InPassion is for those who want an Abundant, Inspired, Passionate and Fulfilled Life.


  

Is this what you want for yourself?

Welcome to the Changeologists’ Club J



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip / Take 15

Dia 14 – 26 de Agosto

Entregue à minha Essência


Hoje é o dia em entramos de novo em França, mas antes disso vamos passar por Turim e logo decidimos se paramos ou não.

A minha escolha do dia é: abraço alegremente o dia em total entrega à minha Essência.

E sei que com esta simples escolha o dia estará pleno de belas surpresas J

Desmontamos a tenda calmamente... já há uns bons dias que não dormimos na car-van mas hoje será esse o caso, provavelmente. Com os olhos regalados na paz do lago Maggiore, o corpo a tilintar com o canto dos pássaros e vontade de ficar assim, em paz, rumamos a Turim – mais uma cidade imponente, com muitas histórias para contar, muita arte e engenho e... decidimos seguir ao encontro dos Alpes em vez de parar na cidade.

Põe-se a questão de escolher entre ir pela autoestrada, porque se calhar a estrada pelos Alpes tem muitas curvas (mais por minha causa que não gosto muito de viagens com muitas curvas), mas acabo por assentir que a estrada nacional será com certeza mais interessante.

Antes disso passamos por um supermercado para nos abastecermos de fruta e de alguns alimentos típicos da Itália para as nossas saladas dos próximos dias. Compramos uma focaccia, um frasco de cogumelos conservados em óleo e especiarias e um frasco de pimentos com courgette e beringela, bem como algumas frutas e salada, um pacote de batatas fritas – que não faz falta mas sabe bem – e estamos prontos para os Alpes.

Paramos à beira da estrada para o nosso pequeno-almoço almoçarado e deliciamo-nos com os cogumelos dentro da focaccia fresca, junto com alguma salada. Sentados no passeio ao lado de um cedro, com campos verdes de um lado e do outro da estrada, parece-nos que estamos num qualquer outro lugar que não neste ponto de passagem onde os carros desfilam espaçadamente mas em que ninguém faz caso deste nosso poiso. Sabe bem estarmos assim, livres de preconceitos.

A viagem pelos Alpes começa a ganhar balanço e que encanto! Passamos pelo Vale de Susa, pelas aldeias de Exilles e Oulx e várias outras cujos nomes não tenho agora em mente e o cenário é deslumbrante 100% do tempo! Grata por me ter deixado levar por estes caminhos onde os penhascos pintados de verde são ladeados por vales onde correm ribeiros cristalinos. 





O ar é puro e fresco, dando-nos recobro depois de tantos dias de calor intenso.

As aldeias com casas típicas são lindissimas e não resistimos a parar à beira da estrada para molharmos a cara num dos ribeiros que nos convida a sentir as suas pedras redondas debaixo dos nossos pés. Hum que água gelada e limpa! Até aproveito para lavar as cuecas do dia anterior ;)



A entrada em França é uma continuidade de beleza e a primeira vila histórica mesmo na fronteira, Montgenèvre, chama-me para fotografar os coloridos arranjos de flores nos vasos que decoram a beira da estrada.




Não caibo em mim de felicidade e plenitude!

Todo este cenário me faz lembrar as histórias da Heidi de que tanto gostava quando miúda. E sinto-me como ela – uma miúda alegre e traquinas, como se estivesse a correr pelo monte abaixo de braços abertos e cabelos ao vento gritando “LIBERDADEEEEEE” J



Paramos num lugar idílico: um lago no Pays des Écrins (Altos Alpes). É uma praia fluvial com imensa gente espalhada pela relva e a brincar na água que parece suave como uma cama de veludo na qual se mergulha e desfruta de Ser fluido.

Hummm! Que bênção! 




Brincamos na água, deitamo-nos na relva. Descansamos e pensamos que se calhar é preciso continuar o caminho, mas até podíamos ficar por aqui o resto do dia.

Enfim, vamos. 

Como sabes, esta nossa viagem chama-se Eco Trip porque pretendemos que seja o mais sustentável possível e nesse contexto evitamos comprar garrafas de água quando podemos comprar garrafões e sempre que é possível enchemo-los com água da fonte para comprar o mínimo de plástico possível. 

Aqui nos Alpes encontramos a fonte que temos vindo a procurar – água bem fresquinha e num cenário bucólico perfeito.


Passamos por muitos mais lugares de cortar a respiração e como vejo que o fim do dia se vai aproximando e hoje apetece-me parar de andar de carro mais cedo, consideramos dar o dia por terminado por volta das 5 da tarde, neste lugar da foto, mas o Pedro diz-me que poderíamos aproveitar e fazer mais uns quilómetro e lá vamos nós. Não fazemos a menor ideia onde vamos pernoitar mas o lugar há-de aparecer.


Já mais pelo final do dia paramos num sítio à beira do rio Ladrôme, a seguir a Die, que tem duas autocaravanas paradas, uma que parece estar permanentemente ali, pertencente a um jovem punk com vários cães que convive alegremente com os amigos à mesa à porta da sua “casa” bastante desarrumada.

Há também um carro de dois lugares espanhol, de um casal de jovens que parece estar a discutir junto ao ribeiro - aquelas conversas de casal em que cada um puxa para o seu lado e que felizmente não nos assolam - e certamente vão também dormir por aqui. 

Começamos por montar a tenda mas depois decidimos que dentro do carro – desculpa, car-van – estamos mais abrigados e assim nos quedamos neste sítio sossegado onde o ribeiro corre no silêncio da noite e muito poucos carros passam na estada mais adiante.


De manhã vou poder começar o dia com um banho gelado nesta água cristalina.

Mudança em Paz - os meus votos para 2018

Estamos aqui para alcançar a Paz Interior independentemente das circunstâncias externas.

Isso faz-se através da prática da Aceitação – do Cooperar com o que as circunstâncias nos mostram ao invés de lutar contra elas.

Só a partir de um ponto de Paz Interior podemos ter clareza e discernimento para escolher de forma consciente a nossa realidade.

A nossa realidade muda não porque a forçamos a mudar, mas porque através da nossa vibração alteramos o que atraimos para nós. Ou seja, o que vivenciamos na nossa realidade depende do nosso estado de consciência – incluindo, claro está, o nosso estado mental e emocional.

A qualidade das circunstâncias, relacionamentos, lugares e situações que povoam a nossa realidade depende, assim, exclusivamente do nosso estado de consciência e não podemos mudar a realidade de mais ninguém senão a nossa.

Não obstante, ao criarmos uma realidade baseada numa vibração de Paz, Equilíbrio, Amor, Harmonia, Alegria, estamos a criar um novo paradigma, um novo potencial de realidade que pode ser replicado, ainda que sempre de forma pessoal, por quem queira enfim quedar-se na Paz em si. Estamos a criar novos potenciais possíveis para todos.

Ao povoarmos o mundo com a nossa realidade pacífica, não só não o poluímos com luta, separação, escassez, dor, sofrimento e toda a sorte de negatividade, como emanamos qualidade relevantes e essenciais para que a Sombra se encontre com a Luz no Todo que formamos juntos.

Resta referir que a Paz Interior alcança-se no silêncio interno, na aceitação de todos os nossos medos e vozes de dúvida, sem lutar mais contra eles mas chamando-os de volta para Casa, para a Paz da nossa Essência.

É importante perceber que não se pode forçar uma parte traumatizada nossa a sucumbir e também não é através da rejeição dessa mesma parte que vamos poder dilui-la. É através do nosso próprio exemplo de Paz Interior que as nossas “crianças abandonadas” internas podem perceber que a guerra acabou, sair dos seus esconderijos e voltar para o colo Divino que há em nós. Não é possível convencê-las com falas mansas nem trazê-as pelos cabelos, basta apenas aceitá-las, sabendo que não são mais necessárias e ficar recetivo, com as portas do coração aberto para que possam entrar no nosso centro e descansar, fundindo toda a energia da consciência que sustentavam com a Consciência expandida do nosso Ser.

Sempre que isto ocorre, dá-se em nós uma mudança de vibração, um câmbio de ADN, uma regeneração e ficam disponíveis novas qualidade, novas forças que estavam retidas em consciência de vítima. Estas forças, que estavam apenas na sua polaridade negativa, assumem também a positiva e equilibram-se, tornando-se neutras, formando assim um campo infinito de puros potenciais criativos para a vivência de uma realidade completamente nova.

Os meus votos para todos que assim o desejem neste novo ano:

·         » Que se permitam ficar nesse lugar interior – o Espaço Seguro – onde habita o Silêncio, a Paz Pura

·         » Que se permitam aceitar e receber de volta a Casa todas as partes que já não sirvam propósitos produtivos nas vossas vidas

·         » Que se permitam escolher conscientemente uma nova realidade

·         » Que se permitam vivê-la, livres dos sistemas de crenças que a possam querer sabotar


Respira e Sê – tudo o resto será consoante este simples postulado. 




segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Porque não celebro o Natal celebrando-o / Why I don't celebrate Christmas though I do

Há já alguns anos que estou desligada da necessidade de datas especiais pre-definidas pela sociedade em que vivo para celebrar o significado mais profundo da vida em consciência.

It has been a few years now since I have disconnected from the need for special pre-defined dates, dictated by the society I live in in order to celebrate the deepest meaning of life in conscious awareness. 

Por outro lado, sinto que está nas nossas mãos reverter os danos já causados à Mãe Terra e que o consumo desenfreado que se intensifica nestas épocas festivas é um tiro nos nosso próprios pés. É que a Terra, de uma forma ou de outra, encontrará forma de se regenerar e de nos sacudir - nós é que temos que escolher se saimos do caminho e permitimos que essa regeneração seja mais gradual ou se continuamos a insistir cegamente na exploração massiva dos seus recursos e precipitamos uma regeneração auto-destrutiva.

On the other hand, I feel that it is in our hands to revert the damage so far caused to Mother Earth and that the senseless consumption which intensifies during these festive occasions is a step that leads us towards our own destruction. The thing is that Earth itself, will one way or another find its path towards regeneration, shaking us all out of our wits - the choice as to whether we are willing to get out of her way and let Her do Her job gradually, or whether we continue blindly insisting on the massive exploitation of Her resources, thus precipitating a self-destructive regeneration is ours to be made. 

Sei, por isso, que para mim a melhor forma de viver em Amor é ser sustentável, respeitando esta grande Mãe que me dá guarida, a mim e a todos nós, e respeitando a energia que me assiste em toda a criação da minha realidade aqui na Terra.

This is why I know that for me, the best way to live in Love is by being sustainable, respecting this Grand Mother that houses me and all of us and respecting the energy that assists me in all of my creations on Earth. 

Ser sustentável é também, no meu entender, o que Jesus Cristo mostrou na prática através do seu próprio exemplo de vida - tendo vivido sem excessos e sempre em harmonia com o seu coração.

Being sustainable is also, to my mind, what Jesus Christ showed in practice through his own life example - having lived with no excesses and in harmony with his heart. 

O advento de Cristo vive-se todos os dias, dentro de cada um de nós, na nossa Essência, que é a mesma que a de Jesus Cristo, de Buda, de Sai Baba, de Osho e de tantos outros Mestres que por aqui têm passado e continuam a passar.

The advent of Christ is lived every day, within each one of us, within our Essence - the same Essence as Jesus's, Buddha's, Sai Baba's, Osho's and so many other Masters that have passed and still pass through this planet. 

A Consciência do Amor é permanente e reside eternamente em nós. Basta rendermo-nos a essa verdade silenciosa e permitirmo-nos fundir com ela, largando os apegos e ilusões do Ego.

The Consciousness of Love is permanent and resides eternally in us. All we need to do to be in it is surrender to this silent truth, allowing ourselves to meld with it, letting go of the attachments and illusions of the Ego. 


Os melhores presentes não têm forma ou compulsão de necessidade e partilham-se em cada instante mágico em que comunicamos alma a alma, coração a coração.

The best presents have no need compulsion and are shared in each magic instant as we communicate soul to soul, heart to heart. 

A inspiração, a paixão, a motivação, a compaixão, a liberdade, a aceitação, a coragem, a vontade, a determinação, a confiança, a serenidade, o equilíbrio, a harmonia, a paz profunda de Ser onde reside a Verdade que a todos pertence... todos estes tesouros ficam esquecidos sob a azáfama das aparências em que vale mais agradar e ser aceite que amar e aceitar.

Inspiration, passion, motivation, compassion, freedom, acceptance, courage, will, determination, trust, serenity, balance, harmony, the profound peace of Isness - reside in the Truth that belongs to All. And All of these treasures are forgotten under the rush to "look good"  where it is more important to please and be accepted than to love and accept. 

Todos recebemos, logo à nascença, a dádiva da vida e dependendo do lugar e situação em que nascemos todos temos desafios. O segredo da sua transcendência não está na luta contra as circunstâncias mas sim na tranquila aceitação do seu propósito e na capacidade de fazermos desses desafios os nossos Mestres ao invés de serem os nossos Carrascos. Então podemos escolher para que lado ir, que caminho tomar, como mudar a nossa situação.

We all receive the gift of life at birth and depending on the place and situation where we are born, we all face challenges. The secret to transcending them is not in fighting against circumstances but in the serene acceptance of their purpose and in our capacity to make those challenges our Masters rather than our executioners. Then we can choose which way to go, which path to take, how to change our situation. 

Vêem-se por aí nesta época muitos apelas à solidariedade para com famílias que não têm possibilidades económicas para darem presentes aos seus filhos.

In this season it is common to see appeals to solidarity towards families that do not have economic means to give their children presents. 

E se o seu maior presente for esse mesmo? O de aceitarem a situação e perceberem que afinal estão livres da compulsão do consumo? O de perceberem que afinal têm algo muito mais valioso para oferecer? O Tempo, o Amor, a Atenção, o Afeto - já não contam para nada?

What if their greatest gift is exactly this one? The acceptance of this situation and the understanding that in fact they are free from the compulsion to consume? The understanding that they have something much more valuable to offer? The Time, the Love, the Attention, the Affection - have these become worthless?

Gasta-se tanto Tempo procurando ter o que não se tem que o que realmente é eterno fica completamente escondido por debaixo da névoa da zanga com a injustiça da Vida.

So much Time is spent seeking for what one does not have that what is truly eternal is covered up under the mist of rage against the injustice of Life. 

E ao estarmos a alimentar esse jogo apenas perpetuamos a necessidade do ter em vez de ajudarmos a valorizar o que já se tem e que está para além do dinheiro, das lojas e das obrigações do bem parecer.

And by feeding this game all we do is perpetuate the need to possess instead of helping each other value what we already have and resides beyond money, shops and appearances. 

A minha proposta para este Natal é que em vez de se ficar com pena de quem não tem isto ou aquilo para poder celebrar o Natal, se largue o formato, a necessidade e a ilusão do mundo materialista e que se honre e valorize o brilho em cada um, todos os dias. É sempre tempo de oferecer presentes e acima de tudo, é sempre tempo de partilhar Amor.

My proposal for this Christmas is that instead of pitying those who do not have this, that or the other in order to celebrate Christmas, we let go of the format, of the need and of the illusion created bt the materialistic world we live in and honour and value each one's glow, every day. It is always a good moment to offer gifts and above all, it is always a good moment to share love. 

Criámos um Monstro Comilão, cheio de boas intenções e nesse processo esquecemo-nos que afinal a vida pode ser vivida de muitas e diversas formas - há é que perceber quais são os tesouros de cada momento e fazer o melhor proveito deles em vez de criar necessidades em quem parece ter menos que nós.

We have created a Munchy Monster, filled with good intentions, and in that process we have forgotten that in fact life can be lived in many and diverse ways - may we be able to understand the treasures present in each moment and make the best possible use of them instead of creating needs in those who seem to have less than us. 

Sejamos mais humildes, solidários no respeito pelos modos de vida de cada um e permitamos que singre a liberdade de viver Cristo em todos os corações, sempre.

May we be humbler and more solidary by respecting each one's ways of life and may we allow the freedom of living Christ in All hearts, always, to prevail. 

Cada dia é um bilhete de lotaria e as chances de nos calhar a sorte grande dependem, em grande medida, da forma como utilizamos a energia que temos ao nosso dispor. Viver em consciência requer consistência e coerência e achar-se consciente sem a presença destes dois requisitos tem consequência severas, sempre 100% apropriadas mediante as aprendizagens necessárias a cada momento. Da mesma forma, viver inconsciente define a qualidade do prémio que a lotaria do dia nos entrega.

Each day is a lottery ticket and the chances of us winning the prize depend, mostly, on the way we use the energy that is at our disposal. Living in consciousness requires consistency and coherence and deeming oneself to be conscious in the absence of these two requisites has severe consequences, always 100% appropriate and according to the lessons necessary at that time. Equally, living unsconsciously defines the quality of the prize each day's lottery bestows upon us. 

Aceitar que tudo é possível é meio caminho andado para um prémio bem valioso, incluindo a própria ausência de prémio :)

Accepting that all is possible is half way towards a valuable prize, including the actual absence of a prize. . 

Valorizas o teu tempo ou vendes-lo ao desbarato para poderes usar uma boa parte do tempo que resta a gastar o dinheiro que traduziu neste mês o valor do teu Tempo?

Do you value your time or do you sell it incessantly in order to be able to use a large part of the remaining time to spend the money that translated your Time's value this month? 

Lembra-te: os limites são definidos apenas pelas nossas crenças e a cada momento podemos destituir crenças estéreis e criar outras que sirvam o dom da Vida em Consciência.

Remember: limits are defined only by our beliefs and each moment we can dethrone sterile beliefs and create others that serve the gift of Life in Consciousness. 

A todos os leitores que celebram o Natal hoje, desejo uma época significativa - em harmonia e comunhão propícias da época e que assim seja ao longo do ano inteiro.

To all readers who celebrate Christmas today, I wish you a significant time - in harmony and communion, just as this season requires and may it be so all year round. 

E assim me despeço, por hoje, com um abraço terno e pleno, celebrando-te sempre.

Goodbye for today, with a warm and fulfilled hug, celebrating you always. 







Um exemplo prático de como criar sustentabilidade através da criação de Felicidade <3 

A practical example of Sustainability through fostering Happiness all year round :D

SER!... Amor para Além da Ilusão - Entrevista Rádio & Jornal Cidade de Tomar