quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Money, Abundance... / Dinheiro, Abundância... Part 1

Money, Abundance, Happiness and Freedom


Dinheiro, Abundância, Felicidade e Liberdade


I’m going to share with you a vision about Money and ultimately Abundance itself.

Picture an immense garden. This garden has all types of flowers all year round, not all blooming at the same time but nevertheless there are always many many flowers available any time.

The ground is healthy, fertile and beautiful beyond description. And it belongs to no one in particular but is accessible to all who allow themselves to see it, who nurture it, who respect and honour it, who trust it, who celebrate it, who enjoy it and thank it, who love it unconditionally.

Money is only one type of flower in this immense garden and it comes in different colours.

You don’t, of course, pick all of the flowers in the garden because they would not spread their seeds if you did and they would dry after a much shorter period of time than when they are left blooming under the warmth of the sun, the soothing moon, the fresh rain and all of the other elements of nature that keep them strong. You know that there are always flowers in this garden and you can go there and pick some to brighten up your home whenever you wish to.

Each and every flower in this garden is as precious, as exquisitely special, as unique and lovable as any other so the flowers that represent money are in no way better or more valuable than the ones that represent pears, apples or the air that you breathe.

So why, you may very well ask, are we not always aware of this garden and of all of these different flowers? Or we might be aware of it but have trouble accessing it, no matter how hard we try?

In the next posts I will share more reasons why but for now here is one:

Stop trying! Each time you try you are making an effort to force something that cannot be forced – only realised and allowed.




***

Vou partilhar contigo uma visão acerca do Dinheiro e em última instância acerca da própria Abundância.

Imagina um jardim imenso. Neste jardim há flores de todos os tipos durante todo o ano. Nem todas florescem ao mesmo tempo mas no entanto há sempre muitas flores disponíveis.

O solo é tão saudável, fértil e belo que não há palavras para o descreverem, e não pertence a ninguém em particular mas está ao alcance de todos os que se permitam vê-lo, nutri-lo, respeitá-lo e honrá-lo, confiar nele e celebrá-lo, que desfrutam dele e lhe agradecem, que o amam incondicionalmente.

O dinheiro é apenas um tipo de flor neste jardim imenso e há flores deste tipo de muitas cores diferentes.  

Claro que não colhes todas as flores do jardim porque se acaso o fizesses, as suas sementes não poderiam espalhar-se e multiplicar-se ao mesmo tempo que secariam mais depressa num vaso do que na terra, onde podem florescer e deleitar-se com o sol morno e a lua suave, com a chuva fresca e todos os outros elementos da natureza que as mantêm fortes e viçosas. Sabes que há sempre flores neste jardim e que podes colher algumas para alegrar a tua casa sempre que queiras.

Todas as flores aqui são preciosas, absolutamente especiais, únicas e adoráveis e as que representam o dinheiro não são de todo mais valiosas do que as que representam peras, maçãs ou o ar que respiras.

Então, perguntas tu, porque é que nem sempre temos consciência deste jardim e de todas as suas diversas flores? Ou talvez tenhamos consciência dele mas é-nos difícil aceder a ele, não importa o quanto tentamos?

Nos próximos posts partilharei muitos motivos mas por agora aqui fica um:

Para de tentar! De cada vez que tentas, estás a fazer um esforço para forçar algo que não pode ser forçado – apenas permitido.






sábado, 16 de setembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip/ Take 3

Dia 2 – 15 de Agosto 2017


“Hoy es Festivo”


Hum! Que noite tão bem dormida! Adoro acordar com a luz do sol a despontar e sentir-me revigorada e inspirada para mais um belíssimo dia.


E sabes uma coisa fantástica? As casas de banho nesta estação de serviço têm um chuveiro! De água quente! Grátis!!! Sinto-me acarinhada e abençoada pelo sorriso da vida.

Hoje seguimos para Valência e quando chegamos, a calmaria das ruas nesta grande cidade recorda-nos que é feriado – dia da Assunção de Nª Senhora, como aqui em Portugal. Curiosamente a minha escolha para o dia de hoje foi celebrar alegremente a beleza da Vida na Terra – a nossa grande mãe.
Feriado significa parque grátis, nada de trânsito, pouca gente, ar mais limpo… enfim, uma tranquilidade generalizada que espelha perfeitamente o nosso estado de espírito.

Preciso de carregar o telemóvel, por isso decidimos ir à procura de um café agradável onde podemos ficar algum tempo, tomar um pequeno-almoço aconchegante, ver o “mapinhas”, absorver Valência. 

Com esta escolha em mente, seguimos adiante até que nos deparamos com um edifício lindo – é o mercado de Colon – um mercado reabilitado como área de lazer, com muitos cafés à escolha, onde o moderno e o antigo se fundem numa harmonia ampla e airosa. E as casas de banho estão brilhantes de limpo! Sempre com papel higiénico! Pode parecer irrelevante, mas quando se viaja assim sem poiso fixo e sem planos, encontrar casas de banho limpas e com papel é precioso (até agora têm sido todas!). Esqueci-me de trazer o “Pee Safe” – um spray que me deram na Women Economic Forum na Índia que serve para desinfetar a sanita e o tampo – mas na verdade ainda não lhe senti a falta.





Após um pequeno-almoço simples mas agradável (tosta com doce e manteiga e um café) e um pedaço de tempo a desfrutar de fazer nada, damos corda aos sapatos, determinados a dar a volta ao centro histórico. Ai quão grata estou por ter comprado os meus sapatos Rockland (com 50% de desconto ainda por cima!) expressamente para esta viagem, com as suas palmilhas super macias e confortáveis!

O feriado traz-nos inúmeras benesses, incluindo entradas livres em locais que normalmente são pagos – oferta do Município. Reparamos que há aqui muita consciência ambiental e vêm-se muitos outdoors apelando ao uso consciente das embalagens de plástico, ao consumo preferencial de alimentos ecológicos e por aí adiante. Que bom!



Andamos, e andamos e andamos mais um pouco até que decidimos que já vimos o suficiente. Na verdade, demos mesmo a volta ao centro histórico numas 2 horas e tal a pé.






Para o almoço…. Salada! Adivinhaste J Desta vez com courgette e chuchu ralado, milho doce, atum e tomate, cebola, azeite, limão e umas batatas fritas gourmet para aprimorar o palato ;) Tudo embrulhado nos wraps de trigo e espinafres de que te falei ontem.

E onde? Num parque verde e sossegado, em cima da nossa manta de piqueniques, debaixo de uma palmeira. Há momentos a que nenhum restaurante se pode equiparar e não é por serem super económicos que são menos abundantes – muito pelo contrário. Aqui posso descalçar-me e deitar-me em cima da “mesa”!!! Respirar e apreciar o céu azul por entre as folhas da palmeira que me protege do sol e simplesmente ficar vagarosamente rendida a vazio pleno de Ser.





Quando sentimos que é hora de seguirmos o nosso rumo, aí vamos nós, de novo para a estrada, em direção ao Delta do Ebre, a caminho de Tarragona.

Vamos parando de vez em quando até que o sol começa a querer deitar-se no seu leito de estrelas e consideramos ficar num parque de estacionamento junto a uma marina linda e sossegada… mas as melgas fazem-nos mudar de ideias e após um “não sei quê” (fruta, bolachas e tal) para o jantar, decidimos avançar. Lição número 1, 2, 3 e seguintes: "nem tudo é o que parece".



Lindo o verde dos campos de arroz, mais claro que o dos montes lá ao fundo e o azul de mar e ria, diferentes tons de rosa, laranja e cinza carregado pintalgando o céu até que o breu da noite cobre por fim os horizontes de Leste a Oeste, de Norte a Sul sem que se veja mais do que a luz dos carros e das casas espalhadas ao longo do caminho.

Paramos numa estação de serviço antes de chegar a Tarragona e há um caminho que dá lá para trás, onde se entra para uma hospedaria. Parece ser sossegado e não tem muita luz. Como estamos cansados, rendemo-nos a este lugar e procedemos de novo à metamorfose de carro para “car-van” nuns meros 10 minutos. Hoje fica ainda melhor que ontem.

Estamos nós tranquilos e prontos para adormecer, e eis que alguém do outro lado do muro se lembra de pôr música pimba a tocar, alto e bom som, como se fosse uma festa da aldeia daquelas que duram até de manhã. Por um lado alegra-me saber que esta pessoa está feliz (o tipo de música aponta nesse sentido), por outro escolho silêncio para poder dormir tranquila.

Respiro, respiramos, ficamos, aceitamos… e passado não sei quanto tempo o senhor (era um senhor) lá desliga a música. A questão é que agora ouvem-se ainda mais os carros que passam na estrada um pouco mais à frente. Por entre um e outro eventualmente vamos caindo num sono não muito profundo mas igualmente bem vindo.


Até amnhã ;)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip/Take 2: Parte 2

Dia 1 - 14 de Agosto 2017


O Início -  Parte II


Tudo a postos. São horas de arrancar.

Esqueci-me de te dizer que também temos uma tendinha para dois, caso decidamos ficar num camping aqui ou ali.

Por onde passamos não nos cruzamos com o fogo, ou melhor os fogos que ainda assim enegrecem o céu como se de um assombroso pesadelo se tratasse. À medida que adentramos Espanha e deixamos Portugal, os horizontes contrastam – breu atrás e azul à frente – uma parábola real sobre o efeito prático de fazer escolhas conscientes. A nossa é claramente a ausência de Drama e nisso estamos a servir a consciência global com a Paz que nos assiste.

Por falar em escolhas, a minha eleição para este dia é a de receber a magia que ficar entregue à minha Essência sempre proporciona.

Chegados a Cáceres há que procurar parque no centro histórico, gratuito, de preferência.

Quase deixamos a o carro num lugar de cargas e descargas mas damo-nos conta a tempo e seguimos em busca de outro melhor. Damos a volta ao quarteirão sem saber exatamente onde estamos e acabamos por seguir as indicações de Parque Coberto. Quando chegamos à entrada, olhamos para a frente, mesmo ao lado da entrada e… um lugar vago, gratuito, de onde basta descer para chegar ao centro histórico diretamente.

Felizes apreciamos o magnífico estado de conservação do casco histórico em que a harmonia entre edifícios antigos e novos coloridos de ocre recria o ambiente intemporal de épocas em que o Clero e a Nobreza comandavam a fé e os destinos dos povos.


Rapidamente percebemos que muito raramente escolheremos pagar ingressos em monumentos e museus por dois motivos:

·       - Porque requereria muitos mais dias do que os que escolhemos para esta viagem, pois as nossas visitas a cada local seriam muito mais longas.

·       - Porque não caberia no nosso orçamento escolhido.

Uma experiência como esta que decidimos empreender tem muito mais a ver com sentir os sítios por onde passamos, conhecendo-os pela natureza da consciência aí presente, absorvendo-os através dos nossos poros, deixando-os mostrar-nos o que realmente são por detrás dos contornos da forma, do que com ver a fundo com os olhos físicos. 

Começamos a dar-nos conta da expansão do tempo. De cada vez que olhamos para as horas a Mente diz que é impossível que o número seja aquele – não pode ter passado só uma hora depois de tudo o que andámos, vimos, sentimos e observámos. Mas sim, a hora está certa.

A caminho de Toledo passamos por Trujillo onde paramos apenas para verificar o mapa no tablet.

Paramos para almoçar num parque à beira da estrada. Uma das nossas saladas bio: com courgette e cenoura ralada, tomate, ovo cozido, cebola e um pouco de azeite, limão e flor de sal, com sementes de sésamo, chia e abóbora à mistura. Tudo enrolado nos wraps de trigo e espinafres que a Joana nos ofereceu para a viagem. Hum! À altura de um qualquer bom snack natura. Para a sobremesa temos uvas colhidas hoje de manhã. Descobrimos que nos esquecemos do detergente da loiça, mas a necessidade cria o engenho e descobrimos igualmente que com um pouco de limão e depois um pouco de água conseguimos “lavar” a loiça!

A dada altura o carro também precisa de alimento. O Pedro decide sair da autovia (gratuita) para seguir pela nacional por ser mais direto e porque a probabilidade de encontrar combustível a preços mais acessíveis é maior. Logo na primeira localidade por onde passamos há uma bomba de gasolina de uma marca que ainda não tínhamos visto com o diesel a 1,02€! O mais baixo que já vimos até agora – aliás, o mais baixo que viemos a ver nesse dia. 

Chegados a Toledo quase paramos num local mas decidimos dar a volta ao quarteirão e mais uma vez a magia acompanha-nos. O parque é pago mas entre as 14h e as 17h não, pelo que a primeira meia hora é gratuita e pagamos 1€ entre as 17h e as 18h30. O mais caricato, no entanto, é o facto de termos parado mesmo diante de uma indicação de escada rolante que é do outro lado da rua e que nos leva até ao cimo do monte onde se concentra o núcleo histórico. E ainda para mais o carro fica à sombra, o que protege a nossa “despensa” - sorrimos, gratos.

Damos voltas e mais voltas – há tanto para apreciar. Sentamos, respiramos, desfrutamos de cada instante. Sem pressa, sorvendo a arte das janelas, portas, pórticos, arcos, torres, ruas, frisos, varandas, estátuas. Tanto engenho criativo!



Depois de um delicioso gelado e de uma sandes de presunto à boa maneira espanhola, decidimos regressar ao carro. Quando olhamos para as horas só passou 1 hora e meia! Chegamos ao carro 30 minutos antes do fim do ticket!

O sol já está a baixar e a aproximar-se a nossa primeira noite por paragens desconhecidas. Decidimos fazer como os camionistas e procurar uma estação de serviço com espaço e bom ar para montar a “caravana”.

Após uma ou duas tentativas encontramos a ideal. Tem um café 24 horas, com casas de banho e até tem hospedaria mas temos o nosso próprio “hotel”.

O parque de estacionamento é enorme e lá ao fundo não há carros, nem luzes fortes pelo que estacionamos no meio de dois abetos e montamos o “estaminé”.

O meu entusiasmo é como o de uma criança que vai dormir dentro da sua casa de bonecas, aconchegada e fofinha.



Bebemos um chá no café e como a saqueta de chá de mirtilo ainda tem muito para dar, embrulho-a num guardanapo para experimentar colocá-la dentro de uma das garrafas de água e eis que temos mais de um litro de delicioso chá frio.

Reparo antes de me deitar na nossa cama super confortável que o nome do café/restaurante/hospedaria é DILAMOR – o que me lembra de Deal Amor (meio inglês e meio português – um bom pacote de Amor).

Bons Sonhos!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip/ Take 2: Parte 1

Dia 1 – 14 de Agosto, 2017


O Início 


A manhã espreita pelas frestas da portada de madeira. Sabemos que é hora de despertar. O dia adivinha-se longo e inesperado e há ainda que verificar se está tudo a postos para a grande viagem.

Com alegria no olhar e leveza no coração damos conta da nossa “despensa”: frutas do pomar e vegetais e legumes da horta, frutos secos, azeite, aveia e muesli, atum, feijão, água da fonte e mais umas coisitas para as refeições dos primeiros dias. Não pode faltar o ralador e uma caixa de plástico para as saladas, uns copos e pratos de piquenique, 2 garfos e 2 colheres, o canivete, a mala térmica que sempre refrigera por um dia ou dois, o rolo de cozinha e… parece que está tudo. O “quarto” também tem os seus 4 colchões tripartidos, 2 sacos de cama e 2 lençóis para quando o calor aperta, 3 almofadas (dá sempre jeito mais uma) a manta de piquenique, as proteções para os vidros de trás e da frente e já está. As toalhas terão que servir de cortinas laterais, à falta de outra solução mais convencional. A “sala” tem uns “sofás” bem confortáveis o que vem bem a propósito porque será onde possivelmente passaremos mais tempo. Casa de banho não temos, mas também não é preciso, pois sabemos que quando for preciso teremos o necessário à nossa disposição. Vai no entanto o papel higiénico caso seja necessário – a julgar pelas nossas casas de banho públicas, ás vezes têm e outas vezes não. Uma pequena bolsa para a higiene diária para cada um e de casa de banho estamos tratados.

Uma malita pequena com roupa para cada um – a minha é um bocadito maior, mas ainda assim é daquelas que pode ir para a cabine do avião. O computador também vai, ainda que não venha a ter muito uso e o tablet para os mapas e pesquisas breves.

Só para saberes, estou a falar de um carro ligeiro – nem sequer é uma station (é um Peugeot 308). Mas decidimos chamar-lhe de car-van J e com um pouco de imaginação conseguimos perceber que tem tudo o que é necessário para nos acomodar nesta livre aventura que designámos de eco-trip. O giro é que sempre sonhei ter uma autocaravana e descobri que afinal sempre tive! Quer dizer, sempre tive desde que tenho carro que dê para rebater os bancos traseiros, só que nunca me tinha dado esta “panca” de fazer do carro uma car-van!

A “Trip” é Eco por vários motivos que passo a citar:

1.       Porque temos um orçamento de 500€ a 550€ cada um para 3 semanas (21 dias) de viagem entre Portugal e a Itália (ida e volta) – ou seja, é uma viagem super económica
2.       Porque vamos utilizar o combustível de forma consciente
3.       Porque vamos fazer tão pouco lixo quanto for possível
4.       Porque não vamos desperdiçar a nossa energia com preocupações, planos e obrigações, nem com cogitações, complicações, desentendimentos, notícias ou dramas de qualquer espécie
5.       Porque vamos comer e beber de forma simples e sem excessos
6.       Porque vamos usar os recursos que já existem por essa europa fora ao dispor de todos nós e vamos ser ágeis, flexíveis e adaptáveis ás circunstâncias de cada lugar e momento
7.       Porque vamos desfrutar da viagem sem apegos ou consumismo
8.       Não me lembro de mais nada para acrescentar aqui… ;)

Hoje há por aí fogos, muitos com certeza, porque o carro está cheio de cinza. Mas sabemos que não vamos ser impedidos de seguir o nosso caminho porque as nossas escolhas principais para esta viagem são muito claras:

1.       Ausência total de dramas
2.       Confiança total na magia que as nossas Essências nos proporcionam quando estamos entregues a simplesmente Ser
3.       Certeza de que teremos sempre absolutamente tudo o que for necessário, momento a momento
4.       A convicção de que estamos sempre 100% seguros quando ouvimos a voz do coração e nos abrimos para receber o caminho sem expetativas, sabendo que Deus está em cada folha, cada pedra, cada olhar

Continua…




terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Poder da Escolha Consciente - Eco Trip / Take 1

Dia 0 e 22 :)



Uma licença sabática, um retiro ativo, uma senda espiritual, uma descoberta interior – poderia chamar-lhe qualquer destes nomes mas decidi ficar-me por Eco Trip.

» 21 dias de viagem por Portugal, Espanha, França e Itália
» 6655 km percorridos
» Mais de 80 localidades visitadas
» + de 100 horas de carro numa média de cerca de 300 km por dia
» + de 200 km a pé
» 555€ x 2 pessoas

Uma viagem sui generis, sem horários, planos fixos ou expetativas. Sem desentendimentos, preocupações ou apegos. Sem sobrecargas, excessos ou rigidez. Uma descoberta constante de entrega, em confiança e abertura, com a inocente admiração própria da criança que aborda o caminho de coração aberto e mente atenta, ávida de cada novo espreitar por recantos ainda virgens do nosso olhar.

Pela primeira vez desde os meus tempos de escola, permiti-me sair por completo do sendeiro do trabalho por mais que uma ou duas semanas seguidas, e mergulhar numa experiência de longo desprendimento dos afazeres de um dia-a-dia ainda que não rotineiro, ainda assim familiar.

Ao longo dos próximos posts partilharei contigo as experiências diárias de escolha consciente, em que se pretendeu desperdiçar o menos possível e desfrutar tanto quanto pudemos abarcar nas nossas almas infinitas.

Ainda que tenhamos gasto muito pouco dinheiro, combustível e poupado o ambiente do nosso lixo da melhor maneira que soubemos, bem como poupado o mundo de dramas e pensamentos nefastos com a nossa contínua alegria, confiança e certeza de que o nosso caminho está, esteve e sempre estará pleno de magia – vivemos tamanha abundância que em certos momentos ficámos sem fôlego, tal era a enormidade de dádivas que em cada lugar recebemos.

Tornou-se muito claro, como se não o fosse já anteriormente, que quando nos acercamos do caminho de braços abertos, coração livre e mente serena, todo o universo se reúne para nos celebrar em cada respiração – dando-nos de volta muito mais que o dobro do nosso fôlego investido.

Nos dias que correm, em que o consumo assume as rédeas da economia global, parece utópica a possibilidade de gastar pouco e usufruir muito, mas na verdade não só é possível como simples.

Obrigada é só o que tenho a dizer.


No próximo post começo a contar-te a história…





quarta-feira, 2 de agosto de 2017

The Power of Conscious Choice - Mother India's Magic Epilogue Part II - THE END

31st July 

Epilogue - Part II


Practical Examples of the Power of Conscious Choice


Continued....


The first one did not happen to me. 

Mahiema Anand, whom I’ve mentioned before, has been in Paris for her son’s graduation for the past month. She was actually going to come over to Portugal to visit. I was wondering if she would. Then I saw a post on facebook where she shared that her wallet had been pickpockted on the underground so she had been left with no cash, identification or debit/credit cards at all. However dramatic this may seem, she shared in this post that she had been blessed by finding a new family who had taken her and her son in with all the love they had to give, making them feel safe and abundant, anyway. In fact she had recently received me in her house together with Iman Kamel who slept there for a night. She did this as openheartedly as she was received in Paris and there was not a single touch of drama in her recount of this incident – just loving gratitude J What goes around definitely comes around – even our thoughts.


I used to believe that life was terribly difficult, I used to question myself why it required so much effort and why things eventually went wrong all the time, why good moments were so short and spells of hardship were so long. I used to complain a lot and lived trapped in the illusion of victimness. I did not take responsibility for my reality and always felt it was someone else’s fault, or even the circumstances themselves were to blame. I did not consider myself lucky at all and considered suicide quite often as a possible escape from all of this ever since I was a child. So if something like what happened to Mahiema had happened to me back then, when I was stuck in my own Ego’s prison, I would have felt distraught, bitterly lost and broken. Fortunately that was in my past life – not that I left my body but I did in fact die and was reborn in this very same body, no longer knowing who I was but feeling completely fulfilled in my joyful surrender to the Love of God within me.


That’s why I know that it is possible to completely reshape reality. By making clear and conscious choices we can even avoid situations like Mahiema’s, but sometimes we forget we have the power to choose the nature of our experiences. We forget to choose our day, how we want to live our journeys, how we want to communicate and be heard, how we want to listen and see, taste and feel.

I have played with conscious choice in so many circumstances that I cannot share the full expanse of what I’ve discovered here. All I can share is that it is an ongoing process of discovery. Conscious Choice is so flexible, the possibilities are infinite. I generally choose to live my day with ease, trust and simplicity. I surrender daily to my Essence, I hand over all of my thoughts, my words and deeds to my Divine, so that the Human living this life, fully grounded on this beautiful planet is but a vehicle of Unity. I learn every day, metamorphosing constantly, perceiveng, shifting and yet staying in the vast Now where Time is like a breeze. 

I often feel that life is long, very very long – there is space for eveything and no lack of anything.

Let me give a few more examples.

Last week I was reading in my room which happens to be adjacent to the neighbour’s verandah. He has two teenage girls who are usually not around but now it is summer holiday season here in Portugal. Well they’ve discovered they like to go and sit outside and talk – loud. It’s like having them in my room. They were having dinner out there with some friends and after a while they decided to go to the café but warned their dad they’d be coming back on the verandah so “please leave the chairs there”. I heard that and my first reaction was “oh no! I will have to go and ask them to please go inside because by the time they come back I'll want to be in silence, relax and go to sleep!” Then I stopped and made my choice. “I choose to enjoy the peaceful silence of my room, so that I can read and sleep comfortably and serenely.” Notice that I did not choose for them, I chose for me. Surely enough, they did not return.

One essential “rule of thumb” with conscious choices is CHOOSE FOR YOU and you only. We cannot manipulate others by choosing for them. For example I could have chosen for them not to come back on the verandah but in that case I would be choosing for them. All I required was to choose the end result of what I wanted to experience. The rest is up to life’s endless divine creativity. That's how each reality shapes itself - through choosing how we want to experience it... or the lack of choice which leads to the manifestation of anything possible in the mega soup bowl of mass consciousness. 

In the case of Mahiema for instance, she cannot choose for people to not steal her belongings but she can choose that her belongings are not touched without her consent, she can choose that she does not allow abusive behaviours in her reality and that her belongings are safe and protected from any kind of abuse. Then again, her experience was perfect for her so there is no wrong or right outcome, no correct or incorrect situation. It all fulfills something in our lives. My suggestion here is simply to illustrate how one can avoid being mugged if one chooses this. It is not an essential choice, it is a personal choice.

Another example: some months ago I had an issue with EDP – one of the electricity companies here. They claimed that I owed them an amount that I had never seen on my meter and they had never registered either. The issue was that they had changed the meter to a more modern one and had not informed me of this change and of a new number I needed to check and even when they registered the monthly consumption their own workers did not check that number. So I refused to pay this extra amount after so many months after a change I had not been informed of. The situation went back and forth and I kept on choosing balance, ease and simplicity. 

One day, on new year’s eve, I went to the ATM to withdraw money and noticed that they had taken the amount in question from my account. My first reaction was fury – how dare they touch my account without being authorised to do so? I was going to go to their office… Or maybe just call… or send them an email. This all happened in a few long seconds. Then I stopped, took a deep breath and observed. Would I give this issue my energy for the next few hours or days? Would I allow this to ruin the rest of my day? What was my choice? It was, of course, balance, a fair outcome for both sides… ease, trust and simplicity. And I let go. Completely. I enjoyed my new year’s eve, my family, my friends, my life and all that it bountifully contains. 

Two days later I told Pedro about this and he informed me that I could cancel this debit because it was unauthorised. I phoned the bank and it was done immediately. The issue, however, was still hanging. A lady I know who does electricity contracts told me that there was no way I would win against them because they always got the last say – it was David against Goliath. I did not let her perception shape my reality.

Sure enough, 2 months later I received a refund bill, acquitting me from paying the amount they had been requiring for so long. And that was the end of that. No more phone calls, emails, long hours waiting in the queue to be attended by an assistant. Just a breath and a choice. Patience and Trust.

The same thing happened with a license we asked for at our school – requesting the Ministry of Education to grant us an extension which would include other languages, not only English. I wrote the letter and included even languages we still don’t have but intend to sooner or later. Everyone kept on telling me these things take ages and require piles and piles of bureaucracy, phone calls and what not. Well I have news for them: we got the license without having to send in any other paperwork and in record time! It took only 5 months, which for Portuguese standards is a very speedy delivery. 

Cristina - our secretary and right hand wizard who always knows what to do in all situations - and I were so ecstatic when we opened the letter that we couldn’t help ourselves, we had to jump around in glee, hugging each other and laughing, celebrating as if we had won the lottery! We both read it and reread it because we could hardly believe our eyes. That’s when I told Cristina it was the result of a clear and conscious choice: when I had sent in the request I had chosen it to be simple and effortless, fair and balanced. And so it was.

One thing conscious choice does is it saves huge amounts of energy which would be otherwise wasted struggling for outcomes. I totally respect my energy. That’s why I am aware that I have to choose how I want to use it, how I want it to serve me. It is precious, sacred – it deserves my respect and gratitude.


I will share more of these experiences in my next blog posts – now no longer under the title Mother India’s Magic.


Thank you for reading, thank you for sharing your energy and your consciousness with me. I acknowledge and appreciate your existence on Earth, here and now. 


segunda-feira, 31 de julho de 2017

The Power of Conscious Choice . Mother India's Magic Epilogue Part I

31st July 2017

Epilogue - Part I


About The Graceful Power of Conscious Choice


It has been a little over 2 months since I’ve been back and started this series, which I now intend to turn into a free e-book that has gained shape and dimension on its own, much like it has been writing itself through my hands.

My initial intention was to share the whole experience as I lived it through the power of conscious choice, to refer as many of the deeply inspiring people - women and men - and moments I encoutered on this journey of self discovery and to explore the far reaching consequences of a single event – yet only a very small glimpse of these consequences as I perceive them for myself and for those I had the privilege of interacting with.

In the same way that one cannot encompass or comprehend the grander purposes of our divine nature, being left with the choice to either trust and surrender to it or not – so it is that we cannot envision the whole expanse of this massive project called Women Economic Forum and All LadiesLeague. One can feel the purity of it and wonder whether there is any hidden intent behind it all, other than create meaningful bonds of sisterhood across the globe which connect women and men, reuniting feminine and masculine from within, like only the sweetly compassionate Feminine energy born from expanded consciousness can do.

 And there is no other purpose, no other intent, no hidden agenda. This is, for me, what makes this project so special and far-reaching. It excludes no one, praises freedom of expression in all forms, respects all nations, creeds and purposes just as long as ALL are equally respectful of ALL.

I once again take this opportunity to thank Dr Harbeen Arora for having founded such an organisation and believed that it could be done. As I shared with her a few days ago, only a woman from India could have created something like this. She responds by saying that it is the fruit of her upbringing, her guru’s teachings, of all that crossed her path up until this moment and adds that we all have a part of India coursing in our veins… and I feel it. Deeply. Gratefully.



Here is one of Rumi’s poems, that illustrates the Spirit of India – the Consciousness of Unitiy:

One Song


Every war and every conflict between human beings
has happened because of some disagreement about names.

It is such an unnecessary foolishness,
because just beyond the arguing
there is a long table of companionship
set and waiting for us to sit down.

What is praised is one, so the praise is one too,
many jugs being poured into a huge basin.
All religions, all this singing, one song.
The differences are just illusion and vanity.
Sunlight looks a little different on this wall
than it does on that wall
and a lot different on this other one,
but it is still one light.

We have borrowed these clothes,
these time-and-space personalities,
from a light, and when we praise,
we are pouring them back in.





After coming back much has happened and much has changed. I find myself completely focused on following my true passion: writing and coaching, ready to bid farewell to English teaching in the course of the next year and to embark on a new journey I have not yet fully explored and which does not have an outcome in itself, but is rather an open field of expansive potentials manifesting one breath at a time. I am ready to explore new ways of communicating and relating and as open as ever to just BEing, be it whatever it Is Now.

I have received Masingita Masunga who brough along her friend Thobeka for a short visit to Portugal which resulted in a powerful speech at the school I work for – Linda’s School and also in Thobeka’s interest in the house I have for sale – she is actually raising the funds to buy it! What an improbable thing, someone from South Africa coming all the way to Portugal and finding a place that fulfills her dreams. It is especially amazing because I myself was born in Zimbabwe. So let’s wait and see how it unfolds. They will be back In September with a committee representing South Africa at the Annual Tourism Fair in Lisbon. They felt so at home it seemed to them like Portugal is to be their second home for sure and I was very happy to have them here too. Thank you Masingita and Thobeka.


Jeanette Falotico also paid me a visit and we enjoyed a lovely afternoon together, sharing our experience in India and even recording an interview which Jeanette will share in due course. Thank you dear Jeanette, Sister at heart.


Sara Avedaño from Barcelona has come over for my InPassion Masters Workshop. I did not meet her in India but she came as a consequence of India because it was there that Lynn Hope Thomas intended to introduce us, which only happend afterwards via facebook. The wonders of technology! She happens to have just launched her second book of Poems called Breathe/Respira J I am very thankful for her in my life too - once again a Soul Sister encounter <3



Ula Collins is a friend for life as well as Anu Krishna and Carla Horta and I have had meetings online with Sindu Shreebavan and Claire Lyell creating productive synergies both ways. I have kept in touch with Michelle Araujo, Lynn Hope Thomas, Cheryl Collins, GG (Govind Gopal the Tour Guide), Sue Curr and so many others. I am on Anna Aberg’s Extended Freedom Academy to learn how to implement my online business creating passive income as well as other streams of revenue derived from my Passion. She in turn has referred me to other clients of hers. I have kept in touch with Luiza Palma as well, who is organizing WEF Portugal 2017, Sameer Somal, Phionah Musumba, Iman Kamel, Mahiema Anand, Shubham Dixit, Suman Shrivastav and still there are many others I intend to keep in touch with. 

I must share with you this comic situation where Ula decided to spend some time reading the book she had bought from me and that brought us together in the first place - Are you a Professional Worrier? Well she started reading but the lights seemed too bright so she just put on her hat and her sunglasses and made it just right for her :) We had a good laugh at this funny but effective solution. Once again a simple choice, between stopping reading because the light was not ok or choosing to read and thus finding a creative solution. Thanks for sharing Ula.



A few days ago Bharti Jain contacted me. I am very honoured to have received her contact and invitation to cooperate with her in her lovely project called Live Too. She was at my very short 3 minute speech (starts at 10 minutes and 15 seconds) on the last day of WEF, when I received my award and felt so inspired by it that she decided to contact me. Just goes to show that we don’t need much time to deeply connect with each other. Thank you Bharti. She has created the first free conslulting website, where she proposes to offer as many people as possible professional help and guidance with their issues at all sorts of levels. She has a passion for writing and a heart the size of an infinite ocean. I take my hat off to you Bharti, for the courage and determination to go ahead and materialise your outrageous dream. May its wings fly across all horizons. If you are interested in cooperating with Bharti please do contact her. 



Ambika Thakur, Michelle Araujo and Bharti Jain at WEF New Delhi



Bharti Jain

There are, in facts, no limits to what becomes possible when we allow life to cuddle its waves on our shore.

As to the way I see the world, I might convey the message that it is all a sea of roses and my glasses are bright pink, but I can assure you that much on the contrary I am completely aware that there are all flavours of black and grey as well as every other shade of unimaginable colours. What I am grateful to have realised is that it is not about the types of experiences that are possible here on Earth, which are a multitude even beyond the 8 billion people that walk its expanse together with all of the other zillions of life forms. It is about how each one of us interacts with this hypnotic soup, being able to observe, choose, perceive and attract rather than being sucked into the gravity of mass consciousness. It is perception itself that shapes each and every single reality – that makes it real, so to speak and we are entitled to our own and unique set of perceptions… or can just as easily be gobbled into everyone else’s beliefs about possible and impossible.


All energy seeks resolution and life is a constant and incessant flow – nothing stays stuck in the same mode forever. The one treasure that can destroy and recreate reality by directing energy wherever attention is placed is consciousness. This is why being just a Human – the Small Human Self – will bring about a completely different awareness and therefore completely different results from the ones possible by merging Human and Divine, right here, right now, in this same body, on this same Earth, observing through the compassionate lens of the God Essence within each and every Human Being’s core.




I have come to realise some time ago that only by surrendering completely to the guidance of my Essence, could I find the fulfilment I kept on seeking everywhere, could I fill the emptiness that no one ever managed to do for me, could I see beyond the multitude of illusions I created, saw and believed in – this is a daily exercise of clarity, surrendering the Ego’s wills and desires to the no-thing-ness of the Divine Wisdom that dwells in the Silent Sweetness of all that IS.

I do not need an agenda, goals to fulfil or thresholds to achieve. I can, however, dance through life, Present one step at a time, accepting my divinity’s invitations and discovering a whole new range of potentials, a whole new freedom, love, balance and joy. I can create today, let go and recreate because I know that it is not the things I seem to own, or the job I seem to have, or the money I seem to earn, or the projects I seem to create – it is none of this that defines me or that makes me happy. I have found the happiness I used to seek in all of these things already, sparkling and bubbling from within me, overflowing with each breath with each grateful heartbeat, so I can play the game of creation with ease, trust and simplicity. Anyone can, by letting go of the war inside, enjoying the silence and its whispering wisdom more and more.

I will share a few tangible examples of the fact that it is not what happens that determines our joy and gratitude, but the way we choose to perceive and experience it – either cooperating with or fighting against the gifts life bestows upon us, be they evident or in disguise. 



To be continueed...