quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Instantes Mágico 5 - Árvores e Pipocas :)

É sempre um privilégio ter os miúdos de férias. Primeiro porque podemos desfrutar de mais tempo de qualidade juntos e segundo porque fazemos com eles atividades que como adultos possivelmente não faríamos.

Hoje, por exemplo, foi um desses dias de manhã à noite. 

O dia começou com uma mudança repentina de planos, como já é costume nas nossas vidas, ainda que não tenha sido definida por nós. O plano de visita a uma quinta biológica pela manhã foi alterado por impossibilidade dos proprietários da Quinta e nós escolhemos instantaneamente outro roteiro. E que bom que foi!

Visitámos a rústica aldeia de Pia do Urso e deleitámo-nos com o Percurso Sensorial aí criado por gente que com toda a certeza se terá divertido à grande com a conceção deste encantador Percurso pelo meio de um bosque de mata tipicamente portuguesa. Pequenos e graúdos, igualmente embevecidos, por ali nos passeámos algumas horas.

Ao final da tarde havíamos decidido uma ida ao cinema para ver um filme que nos encheu os corações de confiança e alegria: Cantar! - sem dúvida um bom momento. Desta vez comprámos pipocas para todos e ainda que um dos petizes tenha inadvertidamente entornado quase metade de um pacote, conseguimos trazer pipocas para casa! E sabem porquê?

Ora aqui está um daqueles instantes mágicos que ocorrem todos os dias quando assim o permitimos. Estava um grupo de 3 jovens sentado ao nosso lado, que por sinal também havia comprado pipocas. Ainda assim, nem o saco ía a meio já eles estavam fartos de pipocas doces. Viraram-se para o lado e perguntaram a um dos nossos miúdos: "queres estas pipocas?" ele, de sorriso escancarado, disse "SIM" e eis que todos tivemos direito a mais uma rodada de pipocas... que sobraram ;)

Momentos mágicos de simples Sim.









segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Instantes Mágicos 4 - Sorrisos Gratos

Muitas vezes os instantes mágicos são eventos bem pequenos que poderiam até passar despercebidos caso não estivessemos atentos e gratos.

Por exemplo este.

Na semana passada, quando precisei de sair do trabalho para ir tratar de alguns assuntos pendentes, mal saí tive que voltar para trás para ir buscar algo de que me tinha esquecido.

Nisto o pai de um aluno da escola onde trabalho abre-me a porta para eu passar. Sorrio e agradeço.

Vou buscar o que preciso. Volto a sair. E não é que o mesmo pai, que estava também nesse momento de saída, me volta a abrir a porta para eu passar?

Ambos rimos e ele comentou "hoje é o seu dia de sorte" ao que retorqui "parece que sim :) Muito obrigada".

Instantes de cuidado e carinho que vamos partilhando uns com outros, sorrisos e gratidão que tanto fazem para suavizar os dias que por nós passam.

Ah e já agora... no mesmo dia e logo a seguir, tive que ir buscar o meu filho à estação aos Riachos (Torres Novas)... e o comboio chegou exatamente ao mesmo tempo que eu!

Mais uma vez, uma coisa muito simples, mas que enche o coração de graciosa alegria.

Obrigada Vida por me abraçares!





domingo, 11 de dezembro de 2016

Instantes Mágicos 3 - Planetas de Amor

Planetas de Amor


Há dias o meu pequeno participou numa das minhas sessões de Respiração Consciente, à noite, antes de ir dormir. Ficou tranquilo e meigo. Adorou.

Pela manhã, ao acordar diz-me:

“Mãe, tu tens dois planetas de Amor e eles dão-nos energia aqui na Terra sempre que precisamos.”

Ao que eu retorqui “Ah sim? E tu?”

“Eu não mãe, eu ainda estou a aprender a amar, mas o teu amor é tão grande que já criaste dois planetas e eles vivem do teu Amor.”

 “Hum, e em que galáxia ficam eles, sabes?”

“Numa galáxia onde só há Amor."

“Uau, que bonito! Sonhaste com isso?”

“Não mãe, sei isto. Mas sonhei que no mundo todas as pessoas eram boas umas para as outras e que cuidavam bem da Terra”.

“Foi um sonho muito bonito então.”

E ele deu-me um beijo e um abraço terno, sentindo-se tranquilo e amado.


Que dádiva tão preciosa para iniciar o meu dia… uma respiração de cada vez… amando <3


domingo, 4 de dezembro de 2016

Magic Instants 2 - Golden Mystery

This morning I had the privilege of walking down a golden carpet of autumn leaves while strolling through the park. I was so bemused by this abundant festival of yellow leaves falling from the trees and dancing at my feet that I commented with my son "I wish I had brought my camera with me, this is soooo beautiful".

Later on I was returning from the station, this time by car and with my camera when I remembered to pass by the park again, even though it was dark, to take the photo I had so much wanted. As I drove down the street there were no parking spaces but since I had to go up to the roundabout to turn back down I went past the parking area again and just when I was arriving exactly in front of the place I had intended to photograph, a car comes out and... there was my space :)

This is the result...... I suppose it's even more beautiful than it was in the morning <3 Life is a golden mystery :)



sábado, 3 de dezembro de 2016

Magic instants

It’s at moments like these that you feel thankfully graced by every little synchronicity that comes your way. So I’ve decided to create a series of short stories describing simple magic moments that make my day.

Here’s one of them.

A few days ago I decided to take my washing to the laundry shop in order to use one of their 20 kg machines and get more washing done at once. I got there, waited for 10 minutes until there was a free machine, put my laundry in it and then left. I had decided beforehand to go to the supermarket and on a few other errands while the machine did its job.

So off I went. About 40 minutes later I went back to the laundry shop. As soon as I stepped inside the shop, the machine where I had my washing stopped and I smiled. The people who were there looked at the machine and at me several times, utterly perplexed with the absolute synchronicity of my arrival. It clearly seemed like a magic spell J

It happens to me every day though. So much so that my daughter, quite the skeptical one, told me the other day “you know mum, I suppose I’m going to have to follow your example more often and really believe in these things you say about how life is magical and so on because it’s so evident, I see you do it so often that there’s no way I can keep on doubting. Thanks for being the way you are mum”.

And so it is that when you lead by example everything is possible J




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

The Glory of Change

The Glory of Change


Blessed be the flowers,
The light of day,
The flowing darkness, moonlit with stars,
The waves that ruffle your hair.

Blessed be the sand,
Dunes rising into the unfathomable horizon.
Rivers deep with swelling streams,
Green leaves fluttering in the soft whisper of the wind.

Blessed be the creatures
That land and ocean birth,
With the sky as a witness
A silent sigh of awe.

Blessed be you and me,
All of us tethered to this twirling planet.
Some in deep slumber, others wide awake,
All creating endless realities of grace and doom.

Blessed be it all,
The ballroom filled with life’s intricate steps.
A breath, a breeze, a hurricane dance.
Volcanic, shaken, the Glory of Change.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

The Blessed Choice of Love

You know that state when you feel Blessed, overwhelmed with Gratitude, Joyful, overflowing with a powerful symphony of Life force cascading all over you, your skin tingling with the intensity of it all, your Heart so big it all but bursts from your chest, laughter bubbling from your pores mingled with tears of fulfilment?

This is how I feel very often and this is how I felt last Saturday when I decided to get in my car late in the afternoon to celebrate love with the wonderful and very special man I playfully, but truthfully, call my Sweet Prince. What happened on the way was nothing short of a reunion of Heaven and Earth performing the most sensual dance of Light and Dark. A Gift so abundant I cannot even begin to describe how overtaken by bliss I was. It truly felt like the sky was cheering all the way and I could not stop myself from trying to capture it all on the minute screen of my mobile... so small to capture such grandness. 

The images I saved are in no way half as glamorous as the spectacle I was offered for an hour, while merrily driving down an almost empty road to pure and simple love. They do not show the intricate depth of the hues colouring the sky or the changing landscapes riveted by the golden pink clouds. Anyhow I cannot but share the vague image of why I felt swept off my feet and embraced in this all encompassing ode to the Abundance of Life.

Thank you is all I have left to say <3




The tools, the purpose... and the final result / As ferramentas, o propósito... e o resultado final


All tools serve a purpose. Be it in whichever context. And once the tool has served its purpose it becomes unnecessary. It is a means to an end, not the end in itself.  

This is pretty straightforward in most contexts. When it comes to our Spiritual Path, however, it is not always quite so clear. 

Spiritual tools are Spiritual tools. They all serve a purpose. Nevertheless, confusion is common when it comes to discerning the difference between the tool, the purpose and the result. In fact, in this context, there are no static results or deadlines to achieve them. This makes it  easy to confuse the tool with its purpose, to become attached to the tool and to lose sight of the ongoing result, thus assuming that without the tool we are helpless. It is an enticing rut to get stuck in, with the added "bonus" of us mostly choosing a myriad of tools instead of focusing on just a few and using then consistently.

In such a quagmire of dependence on tools, how is one to ever Trust, really fully Trust and listen to one's own Divine Essence - the very same Essence that enlightens all that Is?

Tools are a fabulous, magic gift to all of us, helping us open up to our Divine Wisdom. They are not our Divine Wisdom itself and they are certainly not a perenial requirement. 

Though hard to break for the comfort they bring, why not gradually let go of the habit of using Spiritual tools as a rule and rather make them the exception?

Breaking habits, any and all habits, always opens space for new perspectives and can be as simple as changing part of a practice without eliminating it completely. It can be as simple as taking a deep, conscious, sweet breath :)

***

Todas as ferramentas têm um propósito. Seja em que contexto for. E uma vez que a ferramenta tenha servido o seu propósito, torna-se desnecessária. É um meio para atingir um fim e não o fim em si mesmo. 

Isto é bastante óbvio na maioria dos contextos. Quando se trata do nosso Caminho Espiritual, deixa de ser assim tão óbvio. 

Ferramentas Espirituais são Ferramentas Espirituais. Todas servem um propósito. No entanto é comum confundir-se a ferramenta com o seu propósito e com o resultado que produz. De facto, neste contexto em particular não existem resultados estáticos nem prazos para os atingir. Isto torna a confusão entre a ferramenta e o seu propósito frequente. É fácil ficar-se apegado a uma ferramenta e  não discernir os seus resultados constantes, o que nos leva a assumir que sem a ferramenta ficamos desamparados. É uma armadilha aliciante, com o "bonus" adicional de escolhermos, na maioria das vezes, uma imensidão de ferramentas em vez de nos cingirmos a poucas e usarmo-las consistentemente. 

Neste mar de dependência em relação às ferramentas, como é que se pode chegar a Confiar, Confiar mesmo completa e profundamente na nossa Divina Essência e ouvi-la - a mesma Essência que ilumina tudo o que É?

As ferramentas são uma dádiva fabulosa e mágica, ajudando-nos a abrir a nossa Sabedoria Divina. Não são, no entanto, a Divina Sabedoria em si mesma e não são, de todo, um requisito perene. 

Ainda que difíceis de largar pelo conforto que trazem, porque não quebrar gradualmente o hábito de usar ferramentas Espirituais como a regra e usá-las, ao invés disso, como a exceção?

Quebrar hábitos, todos e quaisquer hábitos, abre sempre espaço para novas perspetivas e pode ser tão simples como mudar apenas uma parte de uma prática, sem eliminá-la por completo. Pode ser tão simples como tomar uma doce, profunda e consciente respiração :)


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conversas Sábias entre Mãe e Filhos

Mãe e filhos de 9 e 7 anos em conversa à hora do jantar, sobre o tema da Morte, com simples naturalidade:

Mãe: "A morte não é um fim, é uma mudança de estado, em que deixamos de estar aqui no corpo mas continuamos a existir..."

O filho mais velho: "Claro mãe! Nós vimos aqui à Terra para fazermos o que temos a fazer, para vivermos as nossas experiências e resolvermos o que escolhemos e depois voltamos a vir muitas outras vezes..."

O filho mais novo: "Ai é??? Eu pensava que esta era a minha primeira vida, a única, que eu venho cá para experimentar isto tudo que é novo para mim!"

Mãe: "Sim filho, tu estás cá pela primeira vez, mas o mano já cá veio muitas vezes..."

A típica diferença entre uma criança Índigo e uma Cristal ;)

(PS - Este relato é real e passou-se a semana passada com uma querida amiga minha. Achei tão delicioso que decidi partilhar :) )




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ultimate Challenge / Desafio Supremo

Life on Earth's ultimate challenge boils down to:

Choosing between either losing our Mind to Fear...

or losing our Mind to LOVE <3

One is Life in Prison. The other Eternal Freedom. 

***

O desafio supremo da Vida na Terra resume-se a:

Escolher entre perdermos a Mente no Medo...

ou perdermos a Mente no AMOR <3

Uma delas é Prisão Perpétua. A outra Liberdade Eterna. 



sábado, 10 de setembro de 2016

4000 km de Deslumbrante Beleza

Uma moto, dois aventureiros apaixonados pela Vida, mais de uma centena de praias de mar e rio, por montes e vales ibéricos, desfrutando da liberdade de 4000 km de estradas de todos os tipos, noites de chão duro, areia, relva e cheiro a mar, ribeiros quentes e gelados, florestas frondosas e picos escarpados, chuva, vento, sol, neblina, lua e estrelas, sorrisos nos lábios e brilho no olhar, aromas puros e saborosas delícias, vivendo intensamente desde a aurora ao crepúsculo, horas e horas no silêncio do Ser, apenas Agora, apenas porque SIM, com o coração transbordante de deslumbrante beleza, em Gratidão pela plenitude da Vida em Amor e Alegre celebração aqui fica a partilha de alguns dos muitos... muitos mágicos lugares e momentos partilhados neste abençoado e abundante Verão de 2016.

Deixo, ainda assim, a minha nota de pesar pelos tão graciosos e intermináveis hectares de fauna e flora dizimados pelas trágicas labaredas da inconsciência por este país fora, de Norte a Sul sem exceção, sabendo que os meus e os teus filhos não poderão deleitar-se na sombra das magníficas árvores que jazem em cinzas por entre os rochedos que restam.

Que Portugal saiba em tempo útil largar o tão sedutor vício do drama e embarcar numa nova jornada de respeito por esta Terra que nos acolhe, cuidando do que ainda existe como se dos nossos próprios filhos se tratasse, pois que assim é - a Terra e nós, Mãe e Filhos, Guardiões e Lar.

Profundamente Grata, Amor :D <3




... e ainda os restantes 1500 km de momentos inesquecíveis com todas as pessoas que amo e que coloram a minha vida de encantos sem fim. Não há forma de expressar por palavras o quão abençoada me sinto pela família linda cuja companhia tenho o privilégio de poder partilhar, com quem tanto aprendo a amar incondicionalmente, alegre pelo simples prazer de Respirar este mesmo ar convosco. Obrigada mãe, filhos e restante família de amor por absolutamente tudo <3 Grata transbordo a imensa e inestimável abundância que recebi este Verão <3 Que ela possa encher os caudais secos, surdos, cegos e mudos dos corações deste mundo à beira de um novo Despertar e ficar gravada na Eternidade como prova Viva de que o Amor é mesmo a simples resposta para todas as dicotomias na Terra e além. É ele a Paz no Centro Uno de todas as tempestades. Amemos pois, intensa e livremente, com o coração completamente aberto, sem medo da dor, sem medo de dar, sem medo de receber. Não há outro caminho em Plenitude que não o de Amar. 

Timeless Awareness / Consciência Intemporal



sábado, 20 de agosto de 2016

Never Give Up? / Nunca Desistas?

Never Give Up


Such a darned dual statement.

On one hand essential to be done, on the other essential not to be done… just because in this volatile physical reality there is ALWAYS a SOMETIMES and NEVER is quite a treacherous concept indeed…

Let me explain what I’m getting at ;)

“Never Give Up” as a synonym of Determination is a MUST in any endeavour.

Nevertheless, and giving a concrete example here, my steadfast determination ultimately lead me to give it all up!!! In other words, I only ever really fell into myself and experienced true fulfilment when I gave up. 

      When I gave up trying to be better
·         When I gave up pretending
·         When I gave up trying to fix my chaos and chaos elsewhere
·         When I gave up trying to figure the way out of the mess I was in
·         When I gave up fighting
·         When I gave up trying to make sense
     When I gave up on needing to be in control
     When I gave up on identity
     When I gave up of heaps of stuffy beliefs and stale practices and habits
·         When I gave up trying to understand the multitude of discrepancies in the World
      When I gave up on TRYING
·         When I even gave up on wanting to live! There came a point when it was “either… or” for me. Either out of duality, inside of me at least, or out of here altogether

By giving up I gave way to complete surrender and only then did I definitely start Living, Feeling, Enjoying, Being.

But….. because in duality there is ALWAYS a BUT ;) Never give up on surrender to Essence, on Trust… On Life, Love, Isness.

This is the simple, sure way to every heartfelt dream, every wish for “happiness” and blissful grace.

So, give up or never give up?

I would say “never give up on giving up” as in letting go, surrendering, flowing, loving, living :)

I only ever get anything worthwhile done in everyday life, when I give up on "efforting" and fall back into my endless Ocean of Knowingness, discovering a new way moment to moment. 


***

Nunca Desistas?


Uma afirmação e tanto. 

Por um lado é essencial que se faça, por outro lado é essencial que não se faça... apenas porque nesta realidade física extremamente volátil há SEMPRE um ÁS VEZES e NUNCA é um conceito bastante traiçoeiro...

Deixem-me explicar onde quero chegar ;)

"Nunca desistas" como sinónimo de Determinação é ESSENCIAL em qualquer demanda. 

No entanto, e dando um exemplo concreto, a minha determinação inabalável levou-me em última instância a desistir de tudo!!! Por outras palavras, apenas caí completamente em mim, experienciando completude real, quando desisti...

      
Quando desisti de tentar ser melhor
Quando desisti de fingir
Quando desisti de tentar reparar o meu caos e o caos por todo o lado
Quando desisti de tentar descobrir uma saída para a alhada em que estava metida
Quando desisti de lutar
Quando desisti de tentar fazer sentido
Quando desisti de ter que ter tudo sob controlo
Quando desisti de ter que ter uma identidade
Quando desisti de montes de crenças bafientas e práticas e hábitos obsoletos
Quando desisti de tentar compreender as múltiplas discrepâncias pelo mundo fora
Quando desisti de TENTAR
Quando desisti de querer viver! Cheguei a um ponto em que ou eu realmente caía em mim de vez ou não valia a pena cá andar. Ou saía da dualidade interna ou saí daqui!

Ao desistir deixei o caminho livre para render-me por completo e foi apenas nessa altura que comecei definitivamente a Viver, a Sentir, a Desfrutar, a Ser. 

Mas... porque na dualidade há SEMPRE um MAS ;) Nunca desistas de te render à tua Essência, à Confiança... à Vida, ao Amor, a Ser. 

Esta é a forma simples e segura para chegar a todos os sonhos profundamente sentidos no teu coração, a todos os teus desejos de "felicidade" e graça. 

E então, desistir ou nunca desistir

Eu diria "nunca desistas de desistir", largar, renderes-te, fluir, amar, viver :)


As únicas vezes em que consigo realizar algo realmente valioso e consistente na vida, são aquelas em que largo o "esforço" e me deixo recostar no meu Oceano Infinito de Sabedoria, descobrindo uma nova forma, um novo caminho, momento a momento. 


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Enlightenment Express

The urgency for Enlightenment. I have seen it. I have lived it. And it can be a very enticing trap. A distraction from itself, even.

Once I started realising how much I had to integrate before I could ever feel free from the burden of Human Aspects, on one hand I wanted to do it and do it fast. On the other hand, it seemed quite impossible to ever get it all done. So there was this duality between steadfast determination and overwhelm.

I eventually realised that it served me no purpose to keep on looking at the unfathomable size of the mountain before me. So I held onto determination and set off on my journey like the traveller with no map, treading the path as it presented itself step by step.

Though it was hard anyway, at least I only had to deal with each now. Staying in it was another issue. Some of the stuff I was digging up was gruesome. However, there was no way to integrate it but to stay in it, to feel it, to allow it, to accept it, to walk through it. This, and only this, lead Aspects to dissolve, memories upon memories that told tales of strife, suffering, torture, pain, evil, terror, loss, grief… you name it. I had to grab the bull by the horns this time. No turning back. No looking the other way. No pretending these emotions and experiences were not there. Just staying. Observing from the safe, compassionate berth of Essence, letting myself burn in my own transmuting fire. A fire that destroys only illusion. A regenerating fire that blends Human and Divine, Feminine and Masculine into One new speck of Isness.

Nothing could have prepared me for the extent of emotions these memories brought up. Nothing but Essence could have kept me sane and aware in the midst of this hurricane. I could not have possibly lived through this upheaval if I had gone in through the Mind, focussing on the stories rather than on the feelings themselves. I would have gotten caught up in the curious inspection of details the Mind always thrives on. And I would have gotten lost in it. The stories did not matter at all. It was the purpose that mattered, and only that. The purpose was, of course, Integration. Any kind of judgment would not have allowed it to flow. Not only because of the complexity of the stories, but also because of the sheer amount of Aspects coming in – millions… billions of Aspects. Over a thousand lifetimes worth of Aspects. There is no way the Mind could have grasped but a very small fraction of the process.

In a process of this nature Aspects come in waves. Many at the same time from many different lifetimes, all of the same kind, all at once. It is not possible or necessary to know all of the “whos” and the “whys”. It is the general underlying feeling that matters and only that. This is what dissolves into the infinite pool of Essence. Thus the memories are decharged of their emotional weight and we become lighter and lighter, freer and freer… We don’t forget. We simply become detached from the memories, since the Personality Aspects that were creating attachment dissolve as we also detach from the need to be/think/act in a certain way. The memory becomes a sort of non-personified event, like a part of a film that we no longer own. It is literally a succession of deaths within this same lifetime, when those memories become so powerless that they seem part of another lifetime altogether.

Ah, yes, I did sometimes need help. I needed someone to be there, a pillar of Essence, keeping me connected to my own Essence as I dived into my Darkness. I needed someone to remind me I was still here, now, bringing back my lost “children” but I was not them. I needed someone to hold my hand in complete Compassion, reminding me that I was safe, that none of what I was feeling mattered any longer, that it was time for “farewell and move on”.

We tend to get so involved with the strongest, most stubborn Aspects that they seem to be Who we Are. Once we realise it is not so, observing with no attachment can get tricky because we easily get sucked in by their “logic”. So it helps immensely to have someone right there, reminding us of Essence, helping us let go of judgment, keeping our heart open and welcoming it all back Home. Also some of these Aspects are proficient at playing hide and seek, so when we decide to “go after” them they disappear and show up again only when we are not paying attention. In a consistent process of Integration, however, this is not very effective. When the time comes and we have made the firm decision that enough is enough, it helps to have someone compassionately reflect our wisdom, so that when we dive inside and the Aspects all keep quiet, we stay, keep on compassionately inviting and wait for these parts to feel curious and come out. We stay, quiet, no argumentation, no judgment, no forcing – we allow. And thus the inner magic of Integration happens.
The moments of Peace became longer and more frequent in between the Tsunamis of Aspects. Tsunamis became just large waves and then smaller and smaller waves, allowing me to keep my balance more and more.

One day, unexpectedly, I totally collapsed into myself. The Mind literally fell in Love with Essence and kept quiet. Silence. Complete surrender. The Body allowed itself to be washed over by Essence in such a way that it no longer felt solid. My heart exploded with Joy. I knew not who I was. I did not need to either. Bliss. Pure and simple.

I had had many expectations and preconceived ideas about Elightenment. I knew this was it though it didn’t fit into most of my previously possible categories. It didn’t matter anyway. The Peace in my heart is such that none of my past recipes matter. One thing is certain: Enlightenment is not an event – it is an ongoing experience. The event of collapsing into myself, so to speak, is just a very significant turning point. It’s like a point of no return from where on Enlightenment is no longer an aim but a permanent experience, a permanent knowingness. It takes constant adjusting to different dimensions and vibrations. At first it took me a while to figure out how to stay on Earth even. I could have chosen to dissolve completely at that moment. I chose to stay and experience this in the Body with a Mind. I am thankful for every single “nothingness” in my life. I know I can stay or leave whenever I choose to. I know I Am that I Am… not Who I Am :) And this gets quite comical at times :)

I had only one aim. Now I have only one purpose. It was and is - to Be - which is, at its core, free of purpose. I accept all of its colours and aromas. I know that while in a Human body, living a Human life, Being is multiflavoured. There is always an AND… Yet, the underlying Isness is a constant. It holds me as I Am It, dissolving permanently.

And no, I don’t know everything. I now realise it is absolutely unnecessary. I don’t foresee everything simply because not everything is foreseeable. I can’t walk through walls, levitate or create precious stones out of thin air. Who knows one day I might… or not… it doesn’t really matter or prove anything! I sometimes make silly choices, do, say and think nonsense and occasionally get off balance. The big difference is I have only one thought at a time and total silence very often, my heart never gets confused and feelings of anger or sadness are very easy to deal with because on one hand they are mostly not mine and on the other, when they are, all I need to do is dive into these feelings and walk myself through them, breathing and staying in my Point of Presence. I am instantly aware of incoherences in my actions or words which I can readjust that very moment. The illusions of lack and separation are dead and there is no longer anything remotely similar to the full range of confusing emotions that used to keep me up and down on a roller coaster ride of drama or euforia.

Dealing with others and the whole experience of life on Earth is a constant challenge between seeing beyond the veils of illusion and voluntarily playing with them. This is, in fact, the great difference between before and now. I create Aspects consciously. I make choices consciously. I live consciously. I know and assume my entire responsibility for all of my interactions with “reality” and though I know none of it really matters at all I also know it makes a complete difference to Be or not to Be :)

Ah and yes, I do sometimes feel overwhelmed and frustrated with this new experience of living as a conscious Divine Human in the midst of a “normal” life, and at times would rather live somewhere remote where the mish mash of everyone’s thoughts and feelings could not be felt so intensely, where sense, reason and feeling can remain in constant balanced bliss… but then again… I always end up choosing to go along with this experience right here in everyday life with its everyday colours, living and creating my reality in a parallel dimension that, however, interacts with 3D… And so it is that, like an astronaut on an expedition through unknown universes, I am learning each moment, discovering, expanding… thankfully BEing.



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A Tua Orquestra Criativa

A Tua Orquestra Criativa - Sessão de Respiração Consciente da Semana com T. C. Aeelah

Uma pequena história de Compaixão / A Short Tale of Compassion

Hoje veio-me à memória um episódio muito significativo que tive ocasião de experienciar há dois anos atrás.

Decidi experimentar fazer mergulho. O silêncio. A beleza. A transparência. Sempre me fascinou. Mal sabia eu que usar óculos que cobrem o nariz, com botijas às costas e um tubo na boca, pesos à cintura e… barbatanas nos pés, todos pela primeira vez me faria sentir como um trôpego e desajeitado espantalho! E ainda por cima ainda era suposto cair na água de costas, respirar apenas pela boca e sentir-me suficientemente confortável para mergulhar uns quantos metros até ao fundo do mar.

Precisava de tempo para me acostumar a tudo isto para depois poder confiar. No entanto, o instrutor que me acompanhava, para quem tudo isto era tão completamente simples que não se lhe afigurava que alguém pudesse precisar de tempo para se acostumar, decidiu começar a descida. Eu não me sentia pronta, precisava de praticar mais esta respiração pela boca. Ele não se sentia paciente. Ou eu descia ou ía para dentro do barco. Claro está que fui para dentro do barco. Não podia ser pressionada a confiar, tinha que cair nessa confiança no meu próprio tempo e por mais que quisesse sentir-me no fundo do mar não me ía forçar a descer só pela urgência do momento.

O instrutor, claro, tendo mais de 40 anos de experiência disto – era quase como se ele próprio tivesse barbatanas – não conseguia perceber por que raio alguém não se haveria de sentir instantaneamente seguro para mergulhar, especialmente com a sua mestria a conduzir o processo. Era um ponto de vista mais que válido.

Mas também é válido que forçar a confiança numa nova experiência é uma forma eficaz de criar resistência e a resistência é uma forma eficaz de criar o seu oposto – falta de confiança – e eis que nasce um Aspeto desintegrado!

E porque é que estou a escrever sobre isto?

Observa os teus Aspetos. Os mais presos. Aqueles a quem já disseste repetidas vezes que já não queres mais na tua vida. Estás fart@ deles! Queres que desapareçam já. São as tuas partes que se metem sempre no caminho das tuas novas escolhas. São as partes que queres aceitar mas com quem acabas por discutir ao invés disso. São as partes que te fazem sentir zangad@ e frustrad@ contigo mesm@. São as partes às quais já disseste uma e outra vez que é seguro retornarem para Casa, que não precisas mais dessas partes, que és capaz de seguir agora um novo rumo.

Agora vê a minha figura. Por mais que quisesse experienciar o fundo do mar, fazendo essa escolha, por mais que me sentisse pronta… quando estava no meio da experiência propriamente dita percebi que precisava de mais tempo, que precisava de ir devagar. Eu sabia que era capaz e que era o que eu queria, mas no ao meu próprio ritmo, sentindo confiança gradualmente até que ela me envolvesse por completo e eu me diluísse, entregue a ela.

É isto mesmo que se passa entre nós e os nossos Aspetos. Uma coisa é nós decidirmos que estamos prontos para largar um velho hábito e queremos criar um novo caminho. Outra é estes Aspetos sentirem a nossa total confiança nesta nossa escolha e outra ainda é eles confiarem que é chegada a hora de mergulharem na Essência, de retorno ao seu estado neutro. É algo desconhecido. É aliciante, brilhante, parece seguro, mas…

Quanto mais nos forçamos a integrar, mais longe ficamos da integração… Porquê? Porque enquanto andamos entretidos a tentar forçar a mudança, a nossa Mente/Personalidade encontra formas para nos persuadir a não fazê-lo. Sem que notemos, os Aspetos recriam-se para poderem continuar a ser-nos úteis, tornando-se um pouco mais como queremos ser, mas conservando as camadas contra as quais temos estado a lutar. Estas camadas fazem o favor de aparecer quando não estamos atentos, nas ocasiões em que não damos conta…

Solução: escolhe firmemente. Confia na tua escolha. Larga a medição de forças. Segue. Desfruta da tua vida. E acima de tudo sê Compassivamente Paciente contigo mesm@. Sê generos@ e grat@ contigo mesm@. Sabe que a tua escolha está realizada. É uma questão de física quântica. O que estás a experienciar são os passos para a sua realização porque na 3D tudo se passa em câmara lenta ;)

Recordo-me de ter escolhido e escolhido e escolhido uma e outra vez largar um “jogo” que aprendi a jogar com empréstimos bancários e cartões de crédito. Este Aspeto que criei para me manter a cabeça à tona no seio de gigantescas asneiras financeiras era muito expedito e nunca me desiludiu. Mas tornou-se extremamente cansativo. Já chegava. Sentia que me estava a sugar a própria vida. Já não aguentava mais. Mas por mais que dissesse que já chegava não consegui ver-me livre deste “jogo”. Tive que largar o assunto e seguir a minha vida em aceitação disto, como de tudo o resto. Tive que permitir-me desfrutar da minha vida e confiar que também isto estava resolvido. Não sabia quando. Nem sabia como. Passaram dois anos desde a minha primeira decisão de mudança até à solução maior, com várias outras pelo meio. E ainda estou a assistir ao desaparecimento do restante. E confio. Sei que já está. Ainda que apenas uma grande parte esteja já manifesta, sei que o tempo do resto chegará.

A integração de um Aspeto é uma coisa. O efeito que tem na nossa realidade é outra. Ambos são quânticos, a Integração e o seu efeito. Todavia, a forma como o efeito se apresenta tem o seu próprio ritmo. Quanto mais aceitamos isto, mais fácil se torna vivermos em Alegria, não obstante o lapso entre o quântico e o físico.

Tem sido a minha lição de Paciência. De Paciência Compassiva. De Confiança. De dançar com a vida que está Aqui, Agora…

E estou Graciosamente Grata <3


 ***

Today I recalled a very meaningful episode I experienced about two years ago.

I decided to go scuba diving. The silence. The beauty. The transparence. It has always fascinated me. Little did I know that wearing goggles that cover the nose, together with tanks on my back and a tube in my mouth, plus weights on my waist and… fins on my feet, all of which for the first time would be a rather cumbersome experience, to say the very least. And let alone all of this I was then expected to fall into the water back first, breathe into the mouth tube only… and feel comfortable enough to go straight down to the bottom of the sea for a few metres.

I needed time to get accustomed to it all so that I could trust how I felt and then go down. The instructor I was with, however, thought it was all too simple and after just a few minutes up on the surface for me to practice breathing into the mouth piece, decided it was time to start going down. I didn’t feel ready. He didn’t feel patient. Either I went down or out of the water into the boat. Needless to say I went into the boat. I was not about to be pressured to trust. I needed to fall into trust in my own time and no matter how much I wanted to experience the bottom of the sea I would not force myself down just for the urgency of the moment.

The instructor, of course, having over 40 years’ experience doing this - he almost had fins himself - could not fathom why on earth anyone could not immediately feel safe to dive, especially with his extremely competent guidance. I understand his point of view entirely.

But I also know that forcing trust with a new experience is a sure way to create resistance and resistance is a sure way to create the opposite – mistrust – and hence a stuck Aspect!

And why I am writing about this?

Picture your Aspects. The stickiest ones. The ones you have said time and again you don’t want anymore. You’re fed up of. You want to get rid of right now. The ones that always get in the way of your new choices. The ones that you want to accept but argue with instead. The ones that make you angry and frustrated at yourself. The ones you have told time and again that it is safe for them to come back Home, that you no longer need them, that you are capable of going along your own new way now.

Now picture me. As much as I wanted to experiece the bottom of the sea, making that choice, as much as I felt I was ready… when I was right in the midst of the experience I realised I needed more time, I needed to go slowly. I knew I could and wanted to do it, but at my own pace, feeling trust gradually until it took over and I could surrender.

This is what goes on between us and our Aspects. One thing is us deciding we are ready to let go of some old habit and create a new path. Another is these Aspects feeling our complete trust in this and yet another is them trusting to dive into Essence. It is unknown. It is enticing, it is brilliant, it seems safe, but…

The more we force ourselves to Integrate, the further we step away from Integration… Why? 

Because while we are busy trying to force change our Mind/Personality finds ways to persuade us otherwise. Without us even noticing it, Aspects recreate themselves in order to continue to be useful to us, bringing a twist to their falvour, becoming a little bit more like what we want ourselves to be, but still having the overlays that we have been fighting against so much. These overlays peek in when we are not paying attention, in the occasions when they are not noticed…

Solution: choose firmly. Trust your choice. Let go of the arm wrestling. Walk on. Enjoy your life. And most of all be Compassionately Patient with yourself. Be kind to yourself, be thankful. Know that your choice is realised. It is quantum physics. All you are experiencing are the steps to its realisation just because in 3D all is speeded down to slow motion ;)

I remember having chosen and chosen and chosen again to let go of a “game” I learnt to play with bank loans and credit cards. The Aspect I had created to keep my head above water in the midst of huge financial blunders was proficient and never ever let me down. But it became terribly tiring. I had had enough of it. I felt it was sucking my life force out of me. I could take it no longer. Yet no amount of saying it was enough did the trick. I had to let go first. I had to go about my life accepting this as I accepted everything else. I had to enjoy my life and trust that this too was resolved. Not knowing when. Not knowing how. It took two years from my firm decision to the solution – several solutions along the way. And I am still watching the rest of it disappear. And I trust. I know it is over. All of it. Though only part of it - a large part though – is already manifest. An Aspect integrating is one thing. The effect it has on our reality is another. Both are quantum, the Integration and the effect. However, the way the effect presents itself has its own rhythm. The more we accept this, the easier it is to live in Joy, irrespective of the lapse between quantum and physical ;)

It has been my lesson of Patience. Of Compassionate Patience. Of Trust. Of dancing with the life that is Here, Now…

And I am Gracefully Thankful <3








quarta-feira, 27 de julho de 2016

Spiritual Mind or False Soul versus Essence - Part 2

When some years ago, on my path of awakening, going through what I can now call “the dark night of the Soul”, my Essence clearly invited me to let go of all of my spiritual practices and to just breathe and learn to listen to my heart and follow it, I knew it was something I had to do in order to surrender to the loving arms of my Divine Presence. I also knew it terrified me to be left without any rituals to hold onto to keep me safe. What I didn’t know was why it had to be like this for me.

Now I know. I know it was because, having lived spirituality in so many shapes and forms in countless lifetimes up to now, I had created a very strong Spiritual Mind and I had of course misused this power – more often than not – in the name of God. It was therefore essential for me to let go of everything in order to find my true Isness. Nevertheless, the practices I came across and used in this lifetime all helped me open up my extrasensorial sensitivity, refining my intuition and clearing my body and mind enough for me to see it was time to release these practices in order to dive into the New Energy and discover my multidimensional senses.

Having said this I will now be bold enough to say that Religion, all Religion is one of the most powerful breeding grounds for the False Soul. I do not intend, with this, to say that Religion does not have its purpose for mankind and that it has not served many productive purposes. What I do intend to affirm is that it is within Religion that humanity’s shadows are shrowded most cunningly, thus hiding the Darkness under a cloak of makeshift Light that when uncovered is nothing more than a huge Power game, one of Control and Manipualtion that pretends to be nice and serve, when in fact coldly requires servitude and commands destruction of all that do not follow suit. The beautiful message that Religions convey has been so overlayed with the devious need for Power that when treading the footsteps of any religious practice, one needs to keep a clear heart in order to discern beyond words and rituals what really and truly speaks the language of love and remains untainted by control.

Further even, on this shaky ground, I will dare to say that Morality, Activism and being Good are strong warriors of the Spiritual Mind. Morality belongs to the realm of judgment, which in turn is the seat of the Mind. Essence is intrinsically pure. Following its discerning Wisdom never brings harm and there is no such thing as sin, shame or guilt in the Compassionate Embrace of Isness. Activism requires Power, Proof, Separation, Fight, an urgency to force people to see, to awaken, to change. Essence does not and cannot force. It is a flow and in this flow there is no righteousness.

Ok. We all know change is upon us. But no one can be forced to awaken. This is something done by Free Will and it works through Conscious Awareness. The more people who are Consciously Aware, the more accessible this potential becomes, the more people can see it, the more people can choose it. Fighting, no matter for what purpose, is a Power game and the only thing it can achieve, in the long run, is the same vibration, the same kind of consciousness that has lead the Cruzaders to invade Jerusalem, the Inquisition to burn “witches” on the stake, Muslim extremists to train suicide bombers, Irish separatism… and so much more…

Last but not least, being Good - which has a very tight bond to Morality and Activism. Essence does not need to be Good… or Bad… It IS. The Mind, however, the Spiritual Mind, has many ideas about what Good is and easily bans what is perceived as Bad. So a strong Spiritual Mind will always perceive itself as Good, which makes it, of course, hard to discern as not being the Real Soul. How can one’s Darkness seem Good? Do not be fooled. It is Darkness covered in Sugar and Light and its favourite dinner is getting us to stand up for a Cause, to morally fight for Truth, to actively wave the flag of Righteousness and follow a Purpose of Light, irrespective of the consequences.

To get rid of it in one go, have the courage to let go of Spiritual Practices – even if temporarily, just letting them come back to you as they serve your choices moment to moment. Have the courage to let go of a Purpose, to let go of a Cause, to let go of the Light, to let go of Morality, to let go of having to be Good in search of acceptance and recognition, to let go of a Fight for Justice, to let go of a need to Save humanity and the World, to let go of the Search for Home, to let go of God, to let go of Spiritual Diets and Rituals, to let go… to let go… to let go… until you feel so empty ( and hopefully not terrified J ) that the only thing to do is surrender completely to your Essence – to learn how to see, feel, BE.

Then it all comes back to you. No worries. No fight. No point proving.

By the way: not even Darkness is Evil. Evil is a concept. A Moral concept. Darkenss holds Light within it and disappears when it is exposed under the radiance of Essence. It comes back Home. It IS.





segunda-feira, 25 de julho de 2016

Death to Aspects and the Danger of Change

Aspects dread death – their own death… but only when we are so attached to them we fear losing them, in other words, losing identity. This fear is sometimes hard to discern, because on one hand we can be choosing to let go of the need for these Aspects, yet on the other hand, deep down, resides a lack of trust in our capability to steer our lives without their rudder to guide us. It always, always boils down to lack of trust, our own lack of trust. Therefore, these Aspects we have decided to invite back home do not trust our choice either. Of course.

Choosing to integrate requires change, and change is dangerous in the eyes of any Aspect, unless we are accepting change with no resistance whatsoever. Unless we are committed to change. In fact change is the only constant in Human life. Nothing stays the same, ever. Only the Essence, being formless, is immutable in its void. Its intrinsic Silence, Compassion, Joy, Freedom, Simplicity… none of this changes, though it assumes different dimensions when coupled with the individuated Soul’s experiences, expanding its expressed potential. This is how Human and Divine – the Divine Human – bring more to Essence than its everlasting nature.

Acceptance is key to transcending the Mind’s perceived loss of Freedom to control us, because only Acceptance allows change to do its alchemy of ressuscitation. Aspects can then safely die, letting go of their Freedom to control all details in order to keep us “safe” from death, knowing that they will still be serving us through their own death, by allowing us to be rebirthed.

The reason why Humans in general fear death is the very same reason why Human Aspects fear death – loss of identity, loss of control, loss into the unknown.

Once these perceptions of loss disappear gradually through consistent Trust in the equation of change through the footsteps of Essence, fear of death also disappears, as does the notion of danger.

Funny thing that we (our Aspects) may fear change and at the same time shy away from surrendering to Essence – which is the only Safe Space where Presence is Constant! Duality is a real comedy show J




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Porquê tanto alvoroço em relação aos Aspetos? /So what's all the fuss about Aspects?

Não há alvoroço algum ;) É essa a questão!!!!

O Despertar é apenas um passo na nossa viagem de Integração. O primeiro passo, aliás.

O resto vem com tentativa e erro, onde o erro perde a sua profundidade e se torna apenas mais um passo, mais uma respiração.

A Integração – ou seja, tornarmo-nos nesse claro e transparente lago de infinitos potenciais sem nenhuma ligação específica a traços fixos de Personalidade – não é um concurso de medição de forças. É um fluxo livre de poder, conforme começamos a desfrutar da vida de formas novas, deixando que as nossas escolhas nos encontrem em vez de corrermos atrás delas, permitindo que os nossos Aspetos se dissolvam neste claro e transparente lago de Ser, apenas porque não lhes é dada mais atenção. Mudar hábitos conscientemente é algo que se faz sem esforço quando aceite inteiramente. Isto, só por si, integra Aspetos.

Mas o nosso lado Humano PENSA que isto é demasiado simples – bom demais para ser verdade – e lá vamos nós, por vezes presos na rede dos julgamentos, outras vezes em luta contra nós mesmos… Exceto quando nos permitimos saber que estas são apenas mais umas quantas estratégias ilusórias para nos manterem afastados da nossa Essência.

Para se poderem integrar, os Aspetos precisam da nossa Confiança na nossa Essência, precisam que fiquemos em Casa – Presentes – e precisam que deixemos de lhes dar fuel. Sem julgamento, sem argumentação, sem rejeição e certamente sem irmos atrás do seu engodo, deixando-nos apanhar na sua aliciante malha de propósito. E é só.

E porquê integrar agora em vez de deixar para mais logo?

Porque não há mais logo! Apenas parece haver. O tempo espirala sobre si mesmo. Quando ficamos conscientes de algo é porque chegou a hora. Se não fosse o momento apropriado não teríamos essa consciência.

Apenas um pequeno lembrete de que os Aspetos Humanos se integram na Vida Humana. Pode até acontecer às portas da nossa morte, com a nossa última respiração, mas não depois dela. Por isso, quer pretendamos ou não regressar a este belo planeta, quanto mais integrarmos agora, mais suave e alegre será o tipo de experiências que vemos e nos permitimos viver.

Com Amor
Aeelah

 ***

There’s no fuss ;) That’s the point!!!! J

Awakening is just a step in our journey of Integration. The first step, actually.

The rest comes through trial and error, where error loses its depth and becomes one more step, one more breath.

Integration – in other words, becoming a clear, transparent pool of endless potentials with no particular affiliation to fixed Personality traits – it is not a Power measuring contest. It is a powerless flow as we start enjoying life in new ways, letting our choices find us rather than chasing them around, letting our Aspects dissolve in this clear, transparent pool of Isness just because they no longer get any attention. Changing habits consciously is effortless when accepted fully. This per se, integrates Aspects.

But as Humans we of course THINK that this is too simple – too good to be true – so we get ourselves tangled up in judgement mode some of the time and in fighting against ourselves the rest of the time... Except when we allow ourselves to know that these are just more illusionary strategies to keep us away from our Essence.

In order to integrate, Aspects need our Trust in our own Essence, they need us to stay Home – Present – and they need us to stop giving them fuel. No judgement, no argumentation, no rejection and certainly enough not going after their bait, getting caught up in their enticing hook of purpose. That’s all.

And why integrate now rather than later?

Because there is no later! There just seems to be. Time spirals over itself. Once we are aware of something it is the time. Otherwise we would have no such awareness.

Just a small reminder here that Human Aspects only integrate in Human Life. It can happen on our death bed, with our last breath, but it cannot happen afterwards. So whether or not we intend to come back to this beautiful planet again, the more integrated we are, the more smoothly joyful the range of experiences we will perceive and allow.

With Love
Aeelah




segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sobre a Linguagem da Essência - Parte 2/ About the Language of the Essence - Part two

A few years ago I had the privilege of participating in Norma Delaney (Aandrah – the Doctor of Breath) and Garrett Annofsky’s (Ahn) Master Mentoring programme (mentors of the New Breath Poject) where I learnt much about Compassionate Isness, how to find my Essence’s name – sound vibration, how to discern between mind chatter and Soul wisdom and so much more I cannot define. I am deeply grateful for this opportunity on my path to expanded awareness. As goes a saying in Kwan Yin’s Divination Poems: “ … such a wise one, to meet him is luck itself! When you meet true richness, unbelievable wealth comes.”

Há alguns anos atrás tive o privilégio de participar no programa Master Mentoring (Coaching de Mestria) de Norma Delaney (Aandrah - a Doutora da Respiração) e Garret Annofsky (Ahn), ambos mentores do projeto New Breath  onde aprendi muito sobre Ser em Compaixão, sobre como discernir entre a conversa da Mente e a Sabedoria da Essência, sobre como descobrir o nome da minha Essência (vibração de som), e tanto mais que escapa a qualquer possível definição verbal. Estou profundamente grata por esta oportunidade no meu caminho de expansão de consciência. Como diz um dos milenares Poemas de Kwan Yin: "... alguém tão sábio que conhecê-lo é pura bem aventurança! Quando te cruzas com a verdadeira riqueza, sucede-se inacreditável abundância."

One of the things Norma taught us to do, and which I now share as often as possible, was a simple way of realising the difference between personality Aspect’s language and the Essence’s way of communicating. She invited us to divide a page into two halves (vertically) and write Mind on one side and Soul or Essence on the other. Then she asked us a few simple questions like: What’s my name?; Where do I come from?; Where do I live?; Where is my home?; What am I doing here?; Why did I come?; Who am I?... (to be asked to ourselves). Some answers seem quite obvious, others not quite so but the amazing thing is that none of the Mind’s answers match the Soul’s ones neither in length, neither in content. In general the Soul’s answers are much shorter and simpler and of course, deeper. In order to answer through the Mind all we had to do was reply straight away. In order to listen to the Soul’s reply we breathed deeply and softly, connecting with our Centre, staying in our space of Silence and letting ourselves not think the answer but perceive/feel it.

Uma das coisas que a Norma nos ensinou a fazer, e que agora partilho tão frequentemente quanto possível, foi uma forma muito simples de discernir a diferença entre a linguagem dos Aspetos da personalidade e a forma de comunicar da Essência. Ela convidou-nos a dividir uma página em duas metades (verticalmente) e a escrever Mente de um lado e Essência ou Alma do outro. Depois colocou-nos algumas questões simples (na primeira pessoa, como se nos perguntássemos a nós próprios), tais como: Como me chamo?; De onde venho?; Onde vivo?; Onde é o meu lar?; O que faço aqui?; Porque vim?; Quem sou eu?... Algumas das respostas parecem bastante óbvias, já outras nem tanto assim, mas a coisa mais espantosa é que as respostas da Mente nunca condizem com as da Essência nem no tamanho, nem no conteúdo. Em geral, as respostas da Alma são muito mais curtas e simples e claro, mais profundas. Para respondermos à questão através da Mente apenas tínhamos que responder de imediato. Para ouvirmos a resposta da Essência, respirávamos suave e profundamente, ligando-nos ao nosso Centro Vital, permanecendo no nosso espaço de Silêncio, deixando que a Mente se aquietasse e que a resposta fosse sentida e não pensada. 

At first, when the mind is very active this can be a bit tricky, but as with everything, consistent practice bears fruit and after a while the difference becomes clearer and clearer, also because the Mind becomes quieter and quieter since it starts to understand that we are choosing another Master.

A princípio, quando a Mente está muito ativa, pode ser desafiante, mas como com todas as coisas a prática produz os seus frutos e após algum tempo a diferença entre ambas as respostas torna-se cada vez mais clara, também porque a Mente se torna mais silenciosa, percebendo que estamos a escolher ouvir o nosso Mestre interno. 

Then we were invited to present our questions - any questions – we had in our daily lives first to the Mind, letting it answer straight away and writing down the answer and then to the Essence. The treasure behind this is that we are not trying to shut the Mind up, we are giving it its say. Then, once it has spoken, it becomes easier for it to quieten down for a while, thus letting us listen to the “voice” that is whispered from the Silence inside. Doing this several times a day brings such a level of clarity that sooner or later it becomes less and less necessary, because it becomes easier to discern without writing, though for the stickiest issues it always helps to write so we can get out of the thinking mode when listening to Essence and then read what we have written, because it often happens that we only grasp the Essence’s reply after having written it and reread it! And many times, rather than answering, the Essence asks us another question… and another… until we get deep into the feeling and eventually understand.

Depois fomos convidados a praticar com as nossas próprias questões sobre o nosso dia a dia primeiro à Mente, deixando que respondesse de imediato e escrevendo essa resposta, e depois à Essência. O tesouro por detrás desta prática é que não estamos a tentar calar a Mente, estamos a dar-lhe a palavra. Assim, uma vez que se tenha expressado, torna-se mais fácil que se aquiete para que possamos ouvir a "voz" que o Silêncio interno sussurra. Implementar esta prática várias vezes ao dia traz um nível de clareza tal que mais tarde ou mais cedo torna-se menos necessária, porque conseguimos discernir o que sentimos sem termos que escrever, ainda que quando se trata dos nossos desafios maiores seja sempre muito útil escrever para que possamos sair da cabeça e depois reler o que escrevemos. A verdade é que ocorre com frequência apenas conseguirmos realmente entender a resposta da Essência após termos tomado nota e relido! E muitas vezes, em vez de responder, a nossa Essência lança-nos uma outra questão... e outra... até que mergulhemos profundamente no sentir e eventualmente entendamos. 

So I wrote numerous “diaries” with these Mind and Soul conversations and would often ask my Essence to show me how to do/see things differently, how She (though with no gender :) ) would do/perceive a situation. It helped me in so many ways I can’t begin to enhance the value of this in my transformation – in my whole life.

E assim fui escrevendo numerosos "diários" com estas conversas de Mente e Alma e pedia com frequência à minha Essência que me mostrasse como fazer/ ver as coisas de forma diferente, como Ela (ainda que não tenha género :) ) faria/percepcionaria a situação. Isto ajudou-me de tantas formas que não posso deixar de salientar o valor que teve na minha transformação - em tudo na minha vida. 

Recently a friend of mine was having some trouble discerning how to integrate a recurrent issue, an Aspect she has invited home many many times and integrated, only to create it all over again out of sheer habit and because it’s one of those sticky issues that are quite cunning and hard to discern. So the exercise in this cases is, when we go through a given situation that involves these repetitive patterns and we become aware of it afterwards,  ask the Mind what it thinks about the situation and then ask the Essence how “She” would have behaved, what would have been Essence’s choice in that situation?

Recentemente uma amiga minha estava com alguma dificuldade em discernir como integrar um assunto recorrente, um Aspeto que ela já tinha convidado a voltar para Casa muitas vezes, e havia mesmo diluído e Integrado, voltando depois a recriá-lo por força do hábito e porque se trata de uma daquelas questões internas bem pegajosas e difíceis de contornar. O exercício neste caso consiste em perguntar à Mente o que tem a dizer sobre uma dada situação recorrente e depois perguntar à Essência como "Ela" teria feito, qual teria sido a escolha da Essência nessa situação?

This helps us become even more aware of the pattern and when a situation related to it occurs again we already know what the Essence’s choice would be so we can then choose to act accordingly, if what we want is to change the pattern and finally integrate it.

Isto ajuda-nos a ganharmos ainda mais clareza acerca do padrão e quando uma situação relacionada ocorre de novo já sabemos qual seria a escolha da Essência e podemos então escolher agir em concordância com esse plano de Consciência, se o que queremos é realmente mudar o padrão e finalmente integrá-lo. 

Another helpful tip is not to get frustrated and start judging ourselves as “incompetent”, “incapable” and so on. This not only does not bring any awareness at all, it gives strength to the already strong Aspect we have “been trying” to integrate. Trying is not enough! Trying is part of the defense mechanism that says “I’ll try, but if I can’t it’s just because I’m not capable…” and other argumentation strategies that are not, in any case, reflections of the Master’s full responsibility for all creations :) Either we do it or we don’t. No trying in between. And even if we have to show it to ourselves 50 times, we are doing it, not trying. This is what I meant with my last blog post “Your trust needs to be felt”. Trying is not Trust ;)

Outra dica útil é não ficarmos frustrados e começarmos a julgar-nos de "incompetentes", "incapazes" e por aí fora. Isto não só afasta o discernimento, mas também dá força a esse fortíssimo Aspeto que temos "tentado" integrar. Tentar não chega! Tentar faz parte do mecanismo de defesa que diz "eu vou tentar, mas se não conseguir é porque não tenho capacidade..." e outras estratégias de argumentação que não são um reflexo de tomada de responsabilidade por todas as nossas criações, em Mestria :) Ou fazemos ou não fazemos. "Tentar" não chega. E mesmo que tenhamos que mostrar-nos a nós mesmos a mesma coisa 50 vezes, estamos a fazer, não a tentar. É isto que quero dizer com o meu último post "A tua confiança precisa de ser sentida". Tentar não é Confiança ;)