domingo, 8 de janeiro de 2017

Instantes Mágico 6 - Ir ou ficar

Em primeiro lugar: feliz dia novo ;) Prefiro ficar-me pela gratidão por cada passo, cada momento, cada respiração, deixando que o resto do ano seja apenas um viver constante dessa gratidão, em plena paixão pela dádiva da Vida. E é isto que vos desejo a todos, estimados leitores.

E agora a minha primeira partilha de 2017.

Geralmente partilho histórias bonitas, não porque seja irrealista, mas porque a minha vida é realmente assim. No entanto, como em qualquer vida humana os desafios também coloram o meu caminho e nesses instantes a escolha é sempre minha, entre ir atrás do que não me serve ou ficar na minha serenidade, continuando coerente com o meu propósito: simplesmente Ser - e desta forma servindo todos. É que ao ficar serena e segura em mim, não poluo o mundo com pensamentos conflitantes, com ações dramáticas de desespero e agitação ou com palavras tóxicas e sirvo-me, pois, a mim, a todos e a este maravilhoso planeta que nos acolhe.

E agora a história do final de 2016, início de 2017... uma das, porque tenho muitas outras daquelas bonitas que costumo partilhar, mas hoje escolhi uma desafiante para ser diferente ;)

Na última 6ª feira de 2016 recebi uma mensagem no meu telemóvel dizendo que deveria fazer um depósito na minha conta para assegurar provisão para o débito do meu crédito à habitação que cai a 4 de cada mês.

Olhei para ela com algum espanto, pois sabia ter já aprovisionado a conta devidamente. De qualquer modo, como estava ocupada a viver a vida, em alegria com amigos e filhos, deixei o assunto para rever mais logo.

Mais tarde fui verificar os movimentos de conta. Verifiquei que tinha havido um débito direto de 157,75€ e dei-me conta de que a EDP havia debitado indevidamente este valor, relativo a um litígio que temos em relação a cobrança indevida de valores não registados e cobrados em tempo útil pela própria EDP e que eu me recuso a pagar, estando à espera há mais de 6 meses de uma solução justa para esta situação cujos pormenores não vou partilhar aqui pois não vos vou maçar desnecessariamente.

No momento em que vi aquilo fiquei com calor, com raiva, com vontade de dizer/fazer alguma coisa de agressivo, tal era a desonestidade e o atrevimento da EDP com este gesto francamente descabido. Era como se tivessem literalmente assaltado a minha conta bancária. Respirei fundo e ainda de frente para o ecrã de multibanco decidi ficar, não permitindo que esta situação me removesse da minha consciência.

A minha primeira reação ao olhar para aquilo tinha sido pensar em ir à EDP reclamar, o que implicaria tirar cópias dos mails trocados, da reclamação feita à ERSE, esperar e não ter a certeza de que este valor me seria restituído. Decidi rapidamente que seria um gasto desnecessário de energia. Pensei em mandar-lhes imediatamente um mail mas também larguei este impulso.

Na verdade não fiz nada nesse dia senão largar o assunto e escolher muito claramente que a solução justa e equilibrada se mostrasse, fosse ela qual fosse.

Dois dias mais tarde, em conversa com o Pedro soube que temos o direito de reclamar débitos diretos no prazo máximo de 30 dias o que significava que eu podia contactar o banco, desautorizando esse débito indevido. E assim fiz na primeira 2ª feira de 2017, logo pela manhã. No instante seguinte tinha o dinheiro na minha conta e a devida provisão restituída para o débito do meu crédito a à habitação em tempo mais que útil, pois este só seria efetuado daí a 2 dias :)

Entretanto escrevi para a EDP, sim, mas com calma e sem vontade nem necessidade de me chatear.

A minha escolha está feita. Este assunto há-de encontrar o caminho para o desfecho equilibrado e justo que escolhi e que não sei nem preciso de saber qual é. Pois da mesma forma que o desfecho deste episódio com a minha conta se proporcionou de forma simples, assim será com a resolução do processo em marcha.

Grata por me permitir ficar e amar <3